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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da CSU CardSystem, Marcos Leite, o brasileiro está aprendendo a usar com responsabilidade o crédito que, agora, é concedido de maneira mais ampla e sem tanta burocracia. “O brasileiro está aprendendo a comprar e poupar de olho no longo prazo, e isso só é possível em uma economia estabilizada”, disse, em artigo divulgado à imprensa.
Nunca antes no País tantas pessoas tiveram acesso a produtos e serviços, o que está sendo proporcionado pela expansão da concessão de empréstimos em condições melhores – manutenção em patamares baixos da taxa de juros e o prazo mais longo. “Uma população com crédito tem mais qualidade de vida”, afirmou.
Eric Conrads, CIEO do maior fundo de pensão do Chile, também reconhece que o estilo de vida do brasileiro está melhorando com a alta oferta de crédito e o controle da inflação. “A população brasileira pode ter maior acesso à propriedade e a produtos de consumo duráveis, como automóveis e refrigeradores”.
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A concessão
Dados do Banco Central mostram que o volume de crédito, este ano, deve atingir 40% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo que uma parcela de 20% a 25% deve ser destinada à compra de alimentos, transportes, moradia, saúde e lazer. “A população está com um caminho aberto para consumir e aquecer ainda mais a economia”, disse Marcos.
Uma modalidade que cresce com destaque é a de cartões de crédito. O setor teve faturamento de R$ 183,1 bilhões no ano passado, de acordo com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços). “Os plásticos se tornaram a segunda forma mais utilizada de pagamento no País, perdendo apenas para o dinheiro”.
Os cartões híbridos – conversão de private label para plástico de uso geral – podem alavancar ainda mais o setor de cartões, maneira mais fácil de acesso ao crédito. De acordo com Leite, isso mostra como o Brasil está deixando uma posição secundária para comandar as tendências do mercado de pagamento eletrônico no mundo.