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SÃO PAULO – O principal entrave para o crescimento da economia fluminense, no longo prazo, é a falta de segurança, com 64,3% dos empresários do estado classificando a questão como “extremamente importante” e outros 97,6% afirmando que os problemas relacionados à segurança pública afetam a atividade econômica de forma mais acentuada no Rio de Janeiro do que no restante do País. Em segundo lugar, está a tributação excessiva (47,6% consideram de extrema importância).
Os dados integram a pesquisa conduzida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, entre os dias 1º de março e 28 de abril, com 42 dos principais líderes empresariais do estado do Rio de Janeiro. O objetivo era captar o sentimento do empresariado fluminense com relação a questões econômicas relevantes.
A infra-estrutura deficiente também preocupa: 38,1% consideram a questão “extremamente importante”. Foram citadas ainda barreiras como carência de mão-de-obra especializada, pirataria, ambiente político e dependência do petróleo.
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Peso dos impostos
Quanto ao peso dos impostos, 47,37% dos empresários consideram-no igual ao de outros estados, 36,84% acreditam que é um pouco maior e 13,16% dizem que é muito maior. Apenas 2,63% disseram que era um pouco menor.
Para a pergunta “que medida na área tributária faria o estado do Rio de Janeiro crescer mais”, ficaram empatadas com 42,9% as respostas “apenas uma profunda reforma tributária” e “concessões de incentivos localizados à instalação de novas empresas”. Já a unificação nacional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) foi citada como uma das medidas mais importantes para levar a região ao crescimento, com 28% dos votos.
Áreas carentes
No que se refere à infra-estrutura produtiva, a área mais carente é a de Saneamento, com 100% dos votos. Depois, aparece o item Transportes (92,7%). Ainda foram citados Energia (30%) e Comunicações (12,82%).
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Especificamente no que diz respeito ao saneamento, o tratamento de esgotos somou 53,90% dos votos em nível de carência, seguido por poluição (26,95%). Já quanto ao item Energia, os setores mais carentes, segundo os empresários, são Termoelétricas (25%) e Capacidade Elétrica (25%).
Falta de mão-de-obra qualificada
O apagão de mão-de-obra qualificada apareceu na pesquisa como um dos principais temores. Tanto que 83,3% disseram que a ação que mais contribuiria para o crescimento de longo prazo da economia fluminense é a promoção de formação técnica de qualidade. Outros 83,3% (a mesma quantidade, portanto) afirmaram que é preciso melhorar o ensino básico.
Por fim, também foram abordados no estudo os avanços do governo do estado. A atração de investimentos foi o fator que mais avançou, na opinião de 76,2% dos empresários. Curiosamente, a segurança é citada no segundo lugar, com 64,3%.