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SÃO PAULO – Bares e restaurantes da cidade de São Paulo oferecem serviços diferenciados para que seus clientes não infrinjam a nova norma. Vigente desde o dia 20 de junho, a nova Lei Federal (11.705), conhecida popularmente como Lei Seca, proíbe motoristas de dirigirem com qualquer nível de teor alcoólico no sangue.
Enquanto alguns estabelecimentos oferecem transportes – de gratuitos a muito bem pagos -, outros dão privilégios, como jantar cortesia e bebidas sem álcool, ao “amigo da vez” (aquele que não vai beber para dirigir em segurança).
Sistema Leva-e-traz
Com programação dedicada aos ritmos latinos, forró e dança de salão, o Buena Vista Club, na Vila Olímpia, tem um serviço gratuito de van que busca e leva grupos em residências dentro do perímetro do bairro.
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Eles atendem também hóspedes e turistas de hotéis próximos no sistema delivery, ou seja, faz o transporte gratuito de ida e volta.
Tradicional na Vila Madalena, o Piratininga disponibiliza o original Fordinho, de 1929, totalmente restaurado para levar os clientes até em casa. Para conquistar o serviço, a pessoa precisa estar com o carro no estacionamento do bar, morar no bairro ou nas mediações e pagar uma taxa de R$ 100.
Privilégio de amigo
Já o Corleonne Bar I Cuccina e o Bar do Arnesto, ambos na Vila Olímpia, criaram recentemente o sistema “Táxi Amigo”. Os clientes podem deixar o veículo pernoitar no estacionamento, pagando o valor normal do vallet (R$ 13) e ir embora de táxi com desconto de 10% no taxímetro (promoção válida somente para sábados e domingos).
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E por falar em amigo, o Porto Luna, situado no Itaim Bibi, decidiu que em grupos com mais de três pessoas, quem for identificado como o “amigo da vez”, ou seja, o motorista da noite que não irá beber, ganhará regalias.
O amigo terá direito a um jantar completo, composto de prato principal, sobremesa, bebidas não alcoólicas e café, tudo por conta da casa, que também inclui no cardápio a cerveja sem álcool.
Keep Walking
Outra curiosa alternativa não partiu de um estabelecimento comercial, mas de uma empresa que vende bebidas alcoólicas. A Johnnie Walker lançou, no dia 12 de julho, uma proposta inédita para apoiar o consumo responsável.
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A ação funciona em caráter experimental a partir das 19h do sábado até às 5h de domingo. Durante esse período, a Johnnie Walker paga a corrida de táxi de até 10 quilômetros para os maiores de 18 anos (se a distância for maior, o usuário deverá pagar a diferença).
Para usufruir do benefício, não é preciso consumir nada, segundo a assessoria de imprensa da marca, basta ligar para a Central Comum Rádio Táxi, nos telefones (11) 5069-0404 e (11) 2163-9555 e dizer a senha: “Quero meu piloto da vez“.
Ainda será possível retirar boletos da Central Comum Rádio Táxi nos bares parceiros do movimento (Dona Flor, São Bento Itaim, São Bento Vila Madalena, Kia Ora, London Station, All Black e Charles Edward).
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A ação é válida para os próximos sábados, mediante disponibilidade de quilometragem, pelo período de um mês, com chance de prorrogação.
Jogo de cintura contra o prejuízo
Como o Governo não se mostra disposto a amenizar a Lei Seca, os bares e restaurantes de São Paulo têm mostrado jogo de cintura para driblar a queda no movimento.
De acordo com o diretor-jurídico da Abrasel (Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento), Persival Maricato, desde que a medida entrou em vigor, os bares sofreram uma queda entre 30% e 40% no faturamento, o que acarretará demissões.
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Em contrapartida, o Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo informou que, nos últimos finais de semana, principalmente no período noturno, e em regiões mais movimentadas, houve um aumento no número de chamadas de táxi por clientes de bares e restaurantes. A entidade espera que haja um aumento de 20% a 30% nas solicitações de corridas nos próximos fins de semana.
Sobre a lei
Segundo a Agência Brasil, pela nova regra, quem apresentar, no teste do bafômetro, percentual de álcool no sangue próximo de 0,3 miligrama, fica sujeito à prisão de seis meses a três anos. Quando em quantidades inferiores, o condutor pode receber multa de R$ 955, perder a carteira de habilitação e ter o automóvel apreendido.
No caso dos motoristas presos, os juízes têm optado, posteriormente, pela liberação mediante pagamento de fiança, que vai de R$ 300 a R$ 1,2 mil, segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Alexandre Castilho.
Antes dessa lei, o teor alcoólico permitido aos motoristas era de até seis decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a cerca de dois copos de cerveja). Com a entrada em vigor da nova lei, o motorista que se recusar a fazer o teste do bafômetro sofrerá as mesmas sanções aplicadas ao motorista embriagado.