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SÃO PAULO – Um aumento da Selic em meio ponto percentual não deve encarecer os juros do cartão de crédito. Em contraposição, um aumento de 0,75 ponto percentual tende a afetar o custo desta forma de financiamento.
De acordo com o diretor de Marketing de Cartões do Banco Itaú, Fernando Chacon, boa parte do mercado financeiro está esperando um aumento de 0,5 p.p., com o qual já foram feitas diversas simulações de quanto a taxa deve fechar o ano. No caso de um aumento maior que este, será preciso rever o que é praticado em relação ao consumidor.
“Se vier um aumento de 0,75 p.p., talvez o mercado queira se precaver e mexa nas taxas ao consumidor. O CET (Custo Efetivo Total) tende a ser impactado”, afirmou Chacon, que ainda considerou um reflexo no crédito rotativo, sem saber precisá-lo.
O consumo
Apesar do encarecimento do crédito, Chacon explicou que as variações que a Selic vêm sofrendo são muito pequenas para mexer com o consumo do brasileiro e o uso do cartão de crédito.
“Comprova-se, com o tempo, uma grande ‘inelasticidade’ por parte do consumidor em relação à taxa básica de juros. Se ela subir demais, ela pode inibir, mas as oscilações que ela apresenta não impactam no consumo do brasileiro”, disse à InfoMoney.
Sem mudanças
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne, nesta quarta-feira (23), para decidir o patamar da taxa básica de juros, que está em 12,25% ao ano.
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Depois de citar as duas possibilidades de aumento da Selic, Chacon afirmou acreditar em uma mudança que não tenha impacto ao consumidor, mesmo porque “os bancos não estão repassando 100% do aumento da Selic”, nas palavras do diretor.