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Seguros: mercado deve apresentar crescimento recorde em 2008

Faturamento estimado é de R$ 100 bilhões; com esta marca, Brasil salta de 19º para 14º no ranking mundial de seguros

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SÃO PAULO – A indústria de seguros deve encerrar o ano com faturamento recorde de R$ 100 bilhões. Essa perspectiva se justifica pelo desempenho positivo desse mercado no Brasil em 2008, aliado ao ganho cambial derivado da valorização do real.

Em entrevista à Agência Brasil na quarta-feira (23), o professor de finanças da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Alexis Cavichini, estimou que o faturamento mundial para o setor de seguros em 2008 chegará a US$ 4,3 trilhões.

“O Brasil está dando uma arrancada impressionante no setor de seguros”, disse ele. O professor também acrescentou que é possível ainda que o setor supere o valor do faturamento projetado para o ano.

Salto no ranking

Informações divulgadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) revelam que o mercado cresceu, nos cinco primeiros meses do ano, cerca de 17%, o que equivale ao crescimento durante todo o ano de 2007.

Com o faturamento estimado de R$ 100 bilhões, o Brasil saltará cinco posições no ranking mundial de seguros, saindo do 19º lugar para ocupar a 14ª colocação. “Pular cinco espaços no ranking é um avanço muito forte em um ano”, observou Cavichini. Isso fará com que o país cresça entre 17% a 18% em comparação com o ano passado.

Resseguro

O economista acredita que o resseguro vai ajudar a expandir ainda mais o mercado segurador brasileiro, a partir do segundo semestre. “Eu diria que, a partir do segundo semestre, o resseguro deve ter um impacto muito grande, porque as resseguradoras internacionais começarão a oferecer diversos produtos que não existiam antes no mercado internacional”, declarou.

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A partir da maior concorrência entre as empresas de resseguro, com a oferta de novos produtos para o mercado, a expectativa, segundo Cavichini, é o aumento expressivo desse ramo do mercado no país.

Confiança da população

Segundo ele, o crescimento do setor mostra que as pessoas estão mais confiantes com relação ao futuro. “Com isso, a probabilidade de que a economia vá para frente é muito maior. Nós estamos numa fase de ciclo virtuoso de crescimento”, indicou.

O superintendente da Susep, Armando Vergílio, destacou que a participação do mercado de seguros no PIB (Produto Interno Bruto) “que mal chegava a 1% no início da década de 90, já estava três vezes maior em 2007”. Ele acredita que seja possível acelerar e alcançar o patamar de 7% do PIB até 2011.