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SÃO PAULO – A quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos diminuiu 16,85% no ano passado, na comparação com 2006, de acordo com dados da Equifax divulgados nesta segunda-feira (21).
De acordo com o coordenador do Centro de Conhecimento Equifax, Alcides Leite, o aumento do uso de meios eletrônicos de pagamento pelos consumidores permitiu um melhor controle financeiro nas operações comerciais, o que garantiu a queda na emissão de cheques sem fundo ao longo de 2007.
Análise mensal
No último mês do ano, a devolução de cheques sem fundo diminuiu 3,35% na comparação com novembro e 17,08% em relação a dezembro de 2006.
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“A queda do desemprego, o aumento real dos salários, a extensão do prazo de financiamento no varejo e o aquecimento do setor industrial melhoraram bastante as condições financeiras das famílias e das empresas, implicando a diminuição da inadimplência em dezembro deste ano”, disse Leite.
De acordo com a Equifax, no décimo segundo mês do ano, foram devolvidos 2,301 milhões de cheques por falta de fundos.
Previsão para 2008
No primeiro semestre deste ano, o coordenador prevê que o governo regulamente o cadastro positivo de bons pagadores, que poderá ajudar na redução do volume de inadimplência. Outro fator apontado por Leite para uma possível queda este ano é o encarecimento do crédito pessoal gerado pelo aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
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Ainda segundo o levantamento, o número de títulos protestados reduziu 7,88% no ano passado, na comparação com 2006. Em dezembro, por sua vez, a redução foi de 7,98% frente a novembro e de 11,29% em relação a dezembro de 2006.
Títulos protestados
A análise de inadimplência da Equifax é baseada em informações públicas fornecidas pelo Banco Central, por meio de cartórios, juntas comerciais, fóruns e a partir das transações comerciais realizadas por 28 mil clientes em todo o País.
O banco de dados registra 338,8 milhões de informações positivas, 121 milhões sobre cheques sem fundos, 31,5 milhões de títulos protestados, 137,7 mil informações sobre falências, concordatas e recuperações judiciais e 8,7 mil registros de empresas golpistas.