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SÃO PAULO – De acordo com o diretor-executivo da CSU, Wanderval Alencar, os cartões-presente têm crescido cada vez mais no Brasil e devem estourar já no próximo ano. “Isso porque eles foram massificados em 2007 e levam de um a três anos para emplacar”.
Conforme lembra Alencar, este tipo de produto enfrenta uma barreira cultural em nosso País e na América Latina como um todo, uma vez que os consumidores dessas localidades gostam de dar o presente mesmo, e não um cartão para que a pessoa vá e escolha o que quer na loja.
Já nos Estados Unidos, os cartões-presente são uma realidade forte. Para se ter uma idéia, estudo da Packaged Facts aponta que o mercado norte-americano de gift cards deve alcançar US$ 52 bilhões em 2012, contra os US$ 38 bilhões do ano passado.
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Interesse do varejo
Ainda segundo o diretor-executivo da CSU, o varejo brasileiro tem bastante interesse nos cartões-presente. Além de ajudar a incrementar as vendas, sobretudo nas datas comemorativas, a modalidade costuma fazer com que as pessoas gastem mais.
“Se alguém ganha um cartão de R$ 50, por exemplo, pode chegar na loja e gostar de algum produto mais caro e acabar pagando a diferença ou então, encontrar outros itens e acabar comprando-os também”, explica.
Para o diretor de Marketing e Serviços da Livraria Saraiva, Ricardo Daumas, o modelo de negócios dos cartões-presente é muito interessante e está começando a ser feito. “Estávamos com um piloto há uns 15 meses já e implementamos em todas as lojas em outubro do ano passado”.
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Divulgação
De acordo com Daumas, os cartões-presente também são uma boa maneira de divulgar os estabelecimentos, uma vez que muitas pessoas acabam tomando conhecimento das lojas ou mesmo de seus portais de compra.
No caso do cartão-presente da Saraiva, que é recarregável e possui validade de um ano a cada renovação, existe ainda a possibilidade de “apadrinhar” alguém e colocar novos créditos sempre que houver necessidade.
“O produto é uma ótima opção de presente, sobretudo em substituição a cheques e quantias em dinheiro e em amigos-secreto, por exemplo. Além disso, serve como opção para o controle dos gastos das empresas com papelaria”, afirma o diretor da Saraiva.
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Movimentação
Segundo Daumas, os cartões-presente movimentam menos de 1% do negócio da empresa como um todo, até pelo pouco tempo de existência, mas despertam muito interesse. “Apesar da pouca divulgação, eles tiveram um crescimento bem maior do que o das lojas”.
As Lojas Renner, C&A e Americanas.com também foram procuradas e não quiseram divulgar seus dados sobre cartões-presente.