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Warren Buffett: “senso comum” mostra que EUA já estão em recessão

Em entrevista à rede CNBC, o bilionário disse que, no momento, as melhores oportunidades estão nos títulos, e não nas ações

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SÃO PAULO – Em entrevista cedida à rede norte-americana CNBC nesta segunda-feira (3), o bilionário Warren Buffett declarou que mesmo que a definição técnica, de dois trimestres consecutivos de decréscimo econômico, ainda não tenha se materializado, pelo “senso comum” já se pode dizer que a economia norte-americana está em recessão.

Apesar desta constatação, Buffett disse que no longo prazo as perspectivas ainda são amplamente favoráveis. Sem descartar que o atual cenário pode apresentar pioras, a crise pela qual a maior economia do mundo passa não se compara àquela dos anos de 1973 e 1974.

No que diz respeito à conduta da política monetária norte-americana, o bilionário se conteve a dizer que Bernanke assumiu uma clara posição frente ao balanço de riscos ao se expor às pressões inflacionárias em prol de mitigar a deterioração do ambiente econômico.

Oportunidades estão nos títulos

Quando questionado sobre estratégia de investimentos no atual cenário, Warren Buffett disse à CNBC que, no momento, as melhores oportunidades estão nos mercados de títulos, e não na renda variável. As ações não se encontram em patamares elevados de preços, mas também não estão baratas.

O bilionário espera por mais queda nos preços destes ativos para maiores posições, apesar de declarar que, atualmente, o mercado apresenta oportunidades mais atrativas do que há seis meses ou um ano.

Na leitura de Buffett, o dólar seguirá em trajetória declinante frente às demais divisas do globo enquanto os EUA mantiverem um elevado déficit de conta corrente. Quanto aos preços das commodities, a alta dos produtos agrícolas deve ceder, ao contrário das cotações do petróleo, que devem seguir pressionadas pela estreita relação de oferta e demanda.

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Oferta a seguradoras de bônus na berlinda

Warren Buffett ainda comentou sobre a oferta da Berkshire Hathaway, empresa controlada pelo bilionário, às seguradoras de bônus Ambac, MBIA e FGIC. A proposta pelo resseguro de títulos municipais, em um negócio que poderia chegar a US$ 800 bilhões, não estará “de pé” por muito mais tempo.