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Seguro prestamista é proteção para baixa renda formar patrimônio

De acordo com diretor de Itaú Seguros, maior disponibilidade de crédito permitiu o crescimento do seguro que paga dívidas

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SÃO PAULO – O avanço do crédito destinado à baixa renda – famílias com ganhos de até dois salários mínimos (R$ 830), no Brasil, abriu a possibilidade de surgimento de um microsseguro: o prestamista, que garante o pagamento de dívidas. “O papel dele nesse segmento é de proteção financeira”, disse o diretor superintendente do Itaú Seguros e Itaú Vida e Previdência, Osvaldo do Nascimento.

De acordo com ele, diferentemente do que acontece nas outras faixas de renda, as pessoas das classes mais baixas não precisam de um seguro para manter o patrimônio, como o carro ou a casa, mas para conseguir conquistar esses itens, o que só é possível com o aumento do crédito e de uma proteção contra a inadimplência.

“Ele surge para evitar a subtração e é uma proteção social para quem não tem patrimônio. O objetivo é evitar a perda de algo”, disse.

Microsseguros

Sobre o mercado de microsseguro no Brasil, Nascimento disse que se dá por meio do prestamista e de uma nova proposta que já foi levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o seguro do Bolsa Família. Neste caso, o Governo pagaria o valor e a família ganharia uma determinada quantia, em caso do mantenedor falecer ou ficar inválido.

“Coloca-se o microsseguro como uma oportunidade para o mercado de seguros, mas ele serve também para que os programas sociais tenham um melhor desempenho”, afirmou Nascimento. O microsseguro pode ser definido como aquele destinado para uma parcela específica da baixa renda.

De acordo com Nascimento, o presidente da República recebeu muito bem a proposta do microsseguro acoplado ao Bolsa Família.

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Saiba mais…

Os brasileiros têm aderido, cada vez mais, ao seguro prestamista, que pode ser definido como aquele que garante o pagamento de dívidas, em caso de imprevistos, segundo mostrou pesquisa realizada pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

A modalidade teve crescimento de 41,69% no ano passado. De acordo com os dados da federação, o seguro acumulou R$ 2,052 bilhões em prêmios no ano passado, enquanto, no ano anterior, atingiu R$ 1,448 bilhão.