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SÃO PAULO – Pesquisa divulgada na última quinta-feira (29) pelo Center for Immigration Studies, dos Estados Unidos, mostra que 10,1% dos imigrantes brasileiros no país vivem na pobreza.
O estudo, feito com imigrantes legais e ilegais, também comprova que os brasileiros correspondem a 33,8% das pessoas, se considerados todos os imigrantes, com origem de diferentes países, que vivem na pobreza no país.
Além disso, aponta que a incidência de estrangeiros pobres é um dos principais fatores para o aumento da população de baixa-renda nos EUA.
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Quase 50% dos imigrantes vivem na pobreza
Se considerados todos os imigrantes vivendo nos Estados Unidos, 40,1% estão quase abaixo da linha da pobreza. Já considerando toda a população pobre do país, uma em cada seis pessoas que possuem dificuldades financeiras são estrangeiros.
Entre os filhos dos imigrantes, 53,6% vivem em condições de necessidade, enquanto 35,2% das crianças de americanos vivem na mesma situação.
Os imigrantes da República Dominicana são os que apresentam o maior percentual de pobreza, 27,9%, seguidos pelos mexicanos, 22,2%, guatemaltecos, 21,3% e hondurenhos, 19,6%.
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Seguro-saúde
Além de comprovar a incidência da população pobre entre os imigrantes, o estudo também mostra que muitas dessas pessoas não possuem seguro-saúde.
Entre os brasileiros, 41,8% dos imigrantes não possuem seguro. O país aparece em quinto lugar, neste ranking, atrás somente de Honduras (62,9%), Guatemala (61,15%), México (56,9%) e El Salvador (53,1%).
A análise aponta a baixa educação dos imigrantes como principal motivo para viverem na pobreza e não possuírem seguro-saúde. Muitos imigrantes não completaram os estudos básicos. Entre os brasileiros, 26,9% não terminaram o ensino fundamental.
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Em 2007, a população de pessoas de outros países que vivem nos Estados Unidos atingiu 37,9 milhões.