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SÃO PAULO – Falta de segurança é um item que ainda freia o consumo via internet. Pesquisa divulgada pela Data Popular/McCann mostrou que essa sensação de insegurança aumenta conforme cai o nível de renda da pessoa: 53,7% dos entrevistados da faixa E acreditam que a rede mundial de computadores nunca é um local seguro para comprar, proporção que cai para 35,95% quando os questionados são compradores da A.
Para a elaboração do estudo, foram consultadas 800 pessoas em pontos de fluxo da capital paulista e realizadas mais dez entrevistas pessoais com consumidores da web. Entre os respondentes estão homens e mulheres, com idade entre 18 e 65 anos.
Notícias negativas
De acordo com os pesquisadores, a divulgação de notícias negativas e a baixa familiaridade com o canal contribuem para a sensação de insegurança dos consumidores. Na tabela abaixo é possível ver a influência dessa sensação, conforme a faixa de renda:
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| Destino dos ganhos | |||
| Classe | Nunca é seguro | Seguro apenas para compras de pequeno valor | |
| A | 35,9% | 28,1% | |
| B | 40,3% | 38,7% | |
| C | 55% | 33,2% | |
| D | 53,1% | 40,1% | |
| E | 53,7% | 40,2% | |
Fonte: Data Popular/McCann
Garantia da compra
Por fim, o maior desafio para estimular a entrada da baixa renda no comércio eletrônico é deixar claras as oportunidades oferecidas pelo canal, ensinar o processo de aquisição e criar avalistas para compras. A garantia de alguém que já tenha adquirido algo pela rede é importante para esses consumidores, que já reconheçam as vantagens das compras on-line.
Vale lembrar que a maioria de internautas da Classe C que nunca compraram pela rede mantém essa postura porque não tem necessidade ou interesse (45,48%) ou prefere comprar pessoalmente (40,13%).