Previdência: para 78,7%, aumento da idade mínima não é solução para déficit

Segundo pesquisa CNT/Sensus, apenas 14,3% responderam que medida resolveria o problema do déficit previdenciário

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SÃO PAULO – De acordo com a pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira (15), 78,7% dos brasileiros não acreditam que o aumento da idade mínima de aposentadoria seria a solução para o déficit crescente da Previdência Social.

Últimos dados divulgados sobre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) mostraram que, nos oito primeiros meses do ano, o déficit acumulou R$ 26,957 bilhões, crescimento de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 26,811 bilhões).

Segundo a pesquisa, outros 14,3% acreditam que aumentar a idade mínima da aposentadoria resolveria o problema do déficit, ante 1,3% que limitaria o incremento da idade apenas para quem está entrando na Previdência, e 5,8% que não responderam ou não sabem.

Reforma da Previdência

Quando perguntados sobre o fato de serem contra ou a favor da equiparação do tempo de serviço de homens e mulheres para se aposentarem, 73,7% dos entrevistados se mostraram contrários, ante 20,8% que disseram concordar.

Outros 5,6% não souberam responder. O tempo mínimo de contribuição para pedir aposentadoria é de 30 anos para mulheres e de 35 para homens.

Direitos trabalhistas

Outro dado da pesquisa mostra que os entrevistados não abririam mão de seus direitos para aumento dos postos de trabalho. Isso porque 52,3% responderam ser contra a alteração da legislação para facilitar a contratação de empregados com carteira assinada, mesmo que isso resulte na perda de alguns direitos.

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Já 30,4% disseram que são a favor da mudança de legislação para facilitar a contratação. Outros 10,7% responderam “depende” e 6,7% afirmaram não saber ou não responderam.

A pesquisa CNT/Sensus foi feita com duas mil pessoas nas cinco regiões brasileiras, entre os dias 8 e 12 de outubro.