Publicidade
SÃO PAULO – O ramo de automóveis foi, em 2005, o preferido do adepto ao “golpe do seguro”. É isso o que mostra levantamento da Federação Nacional das Empresas de Seguro Privado e de Capitalização (Fenaseg). Enquanto a média geral foi de 11,6% naquele ano, dados isolados do ramo apontam para proporção de 13,6%.
Conforme o gerente da Diretoria de Proteção ao Seguro da entidade, Mario Viola, o Sistema de Quantificação de Fraudes, que faz estimativas quanto ao tema, foi lançado em 2006 – o que explica a falta de dados do ano passado.
Disputa
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Viola explicou que a preferência dos fraudadores é disputada pelos ramos de automóveis, transporte e vida. O primeiro foi o único dos três que apresentou crescimento na passagem de 2001 a 2005. Veja:
| Pagamento de sinistros/ Ramo de automóveis |
|
| Ano | Índice de fraude (*) |
| 2001 | 10,6% |
| 2002 | 11% |
| 2003 | 9,7% |
| 2004 | 10,8% |
| 2005 | 13,6% |
Fonte: Fenaseg
*Proporção estimada
“Esse crescimento é resultado do aumento da violência. Quanto maior o índice de roubos e furtos, maior também o de fraudes nos sinistros (indenização)“, explicou.
Continua depois da publicidade
Transporte e Vida
Por outro lados, os outros dois campeões de pagamentos irregulares, os setores de Transporte e Vida, apresentaram queda entre 2001 e 2005. O primeiro passou da proporção de 22,5% das indenizações para 11,7% nesse intervalo de tempo. O último foi de 12,9% para 9%.
“As seguradoras têm adotado critérios maiores para o pagamento”, afirmou Viola. No caso específico de proteção de transportes, que cuida da carga de empresas que fazem frete de produtos, o diferencial foram os investimentos na área de segurança, que além de inibirem o roubo e o furto, acabaram por desestimular o golpe.
Analisando o ramo vida, a redução é resultado de trabalho conjunto entre as seguradores e a Fenaseg, que, no final de 2002, lançaram um plano integrado de segurança. “Nossa idéia é, caso não seja possível diminuir a proporção, consigamos pelo menos estabilizá-la”, finalizou.