Classes A e B representam 33% dos gastos com cartões de crédito

Segundo a consultoria Condere, a classe C é responsável por 38%; a classe D, por 11%; e a classe E, por 18%

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SÃO PAULO – Levantamento realizado pela consultoria Condere revela que os consumidores das classes A (renda superior a 20 salários mínimos) e B (de 7 a 20 mínimos) são responsáveis por 33% dos gastos feitos com os cartões de crédito no País.

Apenas a classe A gasta 10% do montante total, sendo que a B responde pelos 23% restantes. Já a classe C (de 3 a 7 mínimos) é responsável por 38%; a classe D (de 2 a 3 mínimos), por 11%; e a classe E (até 2 mínimos), por 18%.

Diferentemente da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), a Condere considera apenas os plásticos efetivamente ativados, o que gira em torno de 30 milhões de unidades.

Potencial de gastos é maior nas classes mais baixas

Como a grande maioria das pessoas das classes mais altas já possui cartões de crédito, os maiores gastos potenciais com os plásticos estão nas classes mais baixas, segundo a consultoria.

Para se ter uma idéia, apenas 2% dos gastos potenciais com os cartões de crédito estão com a classe A, e 7%, com a B. Já nas outras, os percentuais são bem maiores: 31% para a C, 19% para a D e 40% para a E.

Vale lembrar que estes cálculos consideram um “mundo perfeito”, onde as pessoas de todas as classes sociais possuem cartões de crédito e mantêm os gastos nos mesmos patamares de 2006.