Imigração para países desenvolvidos cresce 10% em 2005

Imigração ocorre por causa da falta de empregos e pelo crescimento da população em países subdesenvolvidos

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SÃO PAULO – Cerca de quatro milhões de pessoas trocaram permanentemente os seus países de origem por países ricos em 2005, número que representa um aumento de 10% em comparação a 2004.

A constatação é do estudo International Migration Outlook, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimentos Econômico (OCDE). Para o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, a imigração internacional é um dos maiores problemas na agenda global.

Conclusão do estudo

De acordo com o levantamento, o aumento no número de imigrantes foi mais expressivo nos Estados Unidos, Espanha, Inglaterra e Canadá, mas outras nações, como Irlanda, Coréia do Norte e Nova Zelândia também tiveram crescimento na imigração.

Assim como a mão-de-obra permanente, a temporária também se expandiu, e hoje chega a 1,8 milhão de pessoas no total, com destaque para países como Japão, Austrália, Alemanha, além dos já citados Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.

Segundo o estudo, a imigração ocorre, principalmente, por causa da falta de empregos e o crescimento da população em países subdesenvolvidos. No entanto, para tirar proveito disso, é preciso uma integração entre as políticas, em particular, na educação e no mercado de trabalho.

Essas políticas necessitam de um claro entendimento dos fatores, as tendências, os possíveis impactos e economias. Além disso, esse entendimento também possibilita uma grande ligação entre outros assuntos na agenda política.