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SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada pela LatinPanel – que monitora o consumo de 8.200 domicílios semanalmente em todo o País – traçou um panorama sobre as classe sociais brasileiras, revelando quais são os principais gastos em cada uma delas.
Entre as conclusões do estudo, destaca-se o fato de que 47% dos gastos da classe denominada AB são com produtos não-básicos. Esse percentual cai para 40% na classe C e não aparece na classe DE.
Citando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de março de 2006, o estudo revela que 24% dos brasileiros pertencem à classe AB, 37% são da classe C e 39% são da classe DE.
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Classe AB
Transporte e habitação aparecem como os gastos que mais se destacam entre os brasileiros da classe AB em 2006, com 15,9% e 14%, respectivamente. Em seguida, aparecem saúde (7,7%), educação (5,7%), lazer (5,6%), comunicação (2,2%), serviços (1,6%), cerimônias e festas (1,4%) e animais (1,3%).
De acordo com a pesquisa, 52% dos lares de classe AB possuem entre 3 e 4 moradores e, em 39% deles, há presença de crianças com até 12 anos. Em 27% destes lares, as donas de casa têm entre 30 e 39 anos, e desse total, 45% delas não exercem atividade profissional.
Ainda segundo o estudo, 25% dessas pessoas se disseram preocupadas com a saúde e o meio ambiente e 15% delas vivem apenas com a aposentadoria.
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Classe C
Com relação a classe C, as tarifas públicas têm maior representatividade entre os principais gastos do ano passado, com 12%.
O estudo revela ainda que 23% dos lares têm crianças com menos de 2 anos, enquanto em 25% moram mais de 5 pessoas. Na classe C, 25% das donas de casa têm entre 40 e 49 anos, e 48% delas não trabalham fora.
Além disso, 21% das pessoas de classe C se mostraram preocupadas com o meio ambiente e 12% vive apenas com a aposentadoria.
Classe DE
Entre os maiores gastos dos brasileiros da classe DE, identificados pela pesquisa, aparecem aqueles com produtos não-duráveis, com 40,3%; alimentação dentro do lar, com 30,4%; e higiene pessoal com 5,2%.
O estudo mostrou também que os gastos com alimentação fora do lar caíram 5,2% e os gastos com transporte diminuíram 4,3%.
Quanto à composição, 32% dos lares destes brasileiros são independentes e 28% são monoparentais. Em 36% das casas, moram de 1 a 2 pessoas e em 42%, moram de 3 a 4 pessoas.