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SÃO PAULO – O crédito imobiliário será o propulsor para a expansão do crédito total ao consumidor no ano de 2007. A conclusão faz parte da projeção “Operações de Crédito no Sistema Financeiro”, realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
De acordo com a entidade, neste ano, o
crédito total crescerá em 19,5%, com aumento de 22,5% para as pessoas físicas, não mais impulsionado pelo crédito consignado, já que o do segmento imobiliário sofrerá redução de risco com melhora da legislação, da distribuição de renda e do aumento do prazo para financiamentos.
Retrospectiva 2006
O crédito em todo o Brasil cresceu 17,9% no ano passado e atingiu 33,7% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas da nação -, índice que representa recorde histórico para o País.
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Os dados se baseiam no desempenho entre os meses de janeiro a novembro de 2006, quando o volume de crédito atingiu R$ 715,8 bilhões, com destaque para os direcionados às pessoas físicas, que cresceram 23,4% e chegaram a R$ 253,4 bilhões.
Análise por categoria
Entre as categorias de crédito para as pessoas físicas, o consignado foi o mais requisitado, com 48,1% de todas os contratos assinados e um montante de R$ 47 bilhões. Em seguida, vieram o financiamento de veículos, com 23,8% de participação e R$ 62,8 bilhões e o leasing, com apenas 5,8% de participação, mas expansão de 60,4% no ano, o que fez com que o volume de crédito na categoria chegasse a R$ 13,5 bilhões.
Os segmentos de crédito citados acima representaram mais da metade (52,5%) da carteira em 2006, o que indica, segundo a Febraban, que os produtos que têm garantia real, ou seja, taxas de juros menores, possuem a preferência tanto dos credores quanto dos tomadores.
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Formato do crédito
Os créditos com valores até R$ 5 mil foram os que tiveram menor expansão em 2006, com crescimento de apenas 11,9%, enquanto os de valores entre R$ 5 mil e R$ 50 mil aumentaram em 24,7% no ano, o que revela que o brasileiro tem tido mais interesse em obter financiamento.
Quanto ao período da dívida, as de até 180 dias, consideradas de curtíssimo prazo, foram as que tiveram maior participação, com 37% de saldo na carteira total. No entanto, os créditos de mais de 1.088 dias foram os que tiveram maior crescimento, de 36,6%.
Empréstimos e juros
Enquanto os brasileiros continuam a adesão aos empréstimos de pequeno valor e mais rápido de ser quitado, as maiores taxas de crescimento são identificadas nos empréstimos mais caros e longos. O prazo médio do empréstimo aumentou 36 dias, para 355, com maior incremento para o imobiliário, de 172 dias.
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As taxas de juros tiveram recuo de 6 pontos percentuais, com 43,5% ao ano, índice ainda alto se comparado com a taxa básica de juros (Selic), que está em 13,25% e caiu 4,75 pontos percentuais até novembro de 2006. As menores taxas foram encontradas no crédito consignado (33,5% ao ano) e na aquisição de veículos (31,7%).
Inadimplência
A Febraban considera inadimplente a operação vencida há mais de 90 dias, as quais tiveram aumento de 1 ponto percentual, atingindo 7,7% da carteira. Os segmentos que não possuem garantia real, como financiamento de bens (2,4 p.p.) e o cheque especial (1,8 p.p.), tiveram maior aumento de inadimplência.
Segundo a federação, o aumento da inadimplência aconteceu devido à maior bancarização da população. “Só tem cheque especial quem tem conta corrente. Note que o financiamento de bens, neste caso, também depende de dados cadastrais que incluem ter acesso à conta corrente”.
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A inadimplência no setor imobiliário diminuiu, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), de 30% nos contratos anteriores a 1998 para 8% nos acordos mais recentes.