Relação entre consumidores e fornecedores pode melhorar a partir de abril

Procon otimizará, por meio eletrônico, o contato com fornecedores - que têm dúvidas para adequação ao CDC

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SÃO PAULO – Os consumidores paulistas devem encontrar menos problemas nas relações com os fornecedores em pouco tempo. A Fundação Procon de São Paulo pretende implementar, a partir da primeira quinzena de abril, o atendimento online aos fornecedores, que procuram o órgão para saberem como se adequar ao Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo diretor executivo do órgão, Roberto Pfeiffer. “Nossa idéia é esgotar todas as possibilidades tecnológicas”, detalhou.

Perguntas freqüentes

De acordo com a diretora de programas especiais da fundação, Andréa Sanchez, além disso serão colocadas à disposição dos internautas as perguntas mais freqüentes apresentadas pelos fornecedores nos últimos dez anos. “Muitos têm dúvida sobre quais informações devem constar nas embalagens, troca de produto, preços em vitrines”, contou.

Atualmente, os fornecedores já podem tirar dúvidas por um canal direito no site da instituição (www.procon.sp.gov.br), mas a resposta leva até dois meses. “Faremos uma reestruturação interna de pessoal e colocaremos funcionários para atenderem somente a essas solicitações”, adicionou Andréa, estimando que o tempo de espera deve ser reduzido de dois meses para dois dias.

Direto ao consumidor

Segundo Pfeiffer, o canal direito chegará ao consumidor ainda neste ano. “Precisamos realizar estudos para saber quais modificações implementar para atender”, explicou. A idéia é que a primeira etapa das reclamações seja feita somente pelo meio eletrônico.

“Os técnicos farão uma triagem das perguntas dos consumidores, porque algumas muitas vezes não têm ligação com relação de consumo. Depois disso, será feita a orientação e o primeiro contato com a empresa deve ser feito também por e-mail”, adicionou.

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Com isso, a pessoa não precisa comparecer às unidades do Procon pelo menos em uma primeira vez. Cerca de 60% das pessoas que procuram o órgão não realizam reclamações formais.