SCPC: inadimplência dos consumidores triplicou nos últimos dez anos

Além disso, a quantidade de pessoas que disseram ter dívidas por causa do desemprego subiu de 37% para 51%

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SÃO PAULO – De acordo com uma pesquisa divulgada na última quarta-feira (21) pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a inadimplência quase triplicou no últimos dez anos.

Conforme divulgou o Diário do Comércio, no acumulado do ano passado, o número de consumidores inscritos no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) já alcançava 24, a cada 100 consultas.

Causas da inadimplência

Entre 1997 e 2007, a quantidade de pessoas que afirmaram ter se endividado por conta do desemprego saltou de 37% para 51%. Por outro lado, o percentual dos que culpam a queda na renda caiu de 16% para 5% no período em questão.

Além disso, o estudo aponta que o número de entrevistados que apontaram o descontrole financeiro como sendo o principal responsável pela inadimplência diminuiu de 22% para 10% nos últimos dez anos.

Além disso, o percentual de pessoas que pretendem quitar os débitos nos próximos 30 dias subiu de 57% em 1997 para 96% este ano. Já as que não pensam em fazê-lo nesse período caíram de 25% para 4%.

Perfil dos devedores

Segundo a ACSP, o fato de as mulheres estarem ocupando cada vez mais espaço no mercado de trabalho explica o aumento na inadimplência entre o sexo feminino. Em 1997, 72% dos devedores eram homens e 28% eram mulheres. Já este ano, a proporção é de 64% para 36%, respectivamente.

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No quesito idade, percebe-se um recuo das dívidas entre as pessoas de 21 a 30 anos (de 42% para 24%). Já nas outras faixas etárias, houve avanço na inadimplência nos últimos dez anos: de 32% para 34% entre 31 anos e 40 anos; de 17% para 26% entre os 41 e 50 anos; e de 1% para 3% entre os pesquisados acima dos 60 anos.

Em cinco das sete faixas de renda consultadas, a inadimplência se manteve mais ou menos estável entre 1997 e este ano. Porém, para os que ganham mais de R$ 2 mil, ela diminuiu de 11% para 4%, e entre os que recebem de R$ 100 a R$ 200, caiu de 4% para 2%.

Tipo de dívidas

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No período de 1997 a 2007, a participação dos cheques na inadimplência caiu consideravelmente: de 45% para 37%. Já a dos carnês se manteve praticamente estável, passando de 37% para 38% no período.

Por outro lado, o percentual das pessoas que afirmaram possuir dívidas no cartão de crédito mais que dobrou nos último dez anos: de 12% para 25%.