Conteúdo editorial apoiado por

Licença-maternidade: mercado de seguro aponta benefícios da prorrogação

Entre eles, está o período maior para amamentação, considerada essencial para diminuir os riscos de doenças infantis

Publicidade

SÃO PAULO – Com a votação da lei que prolonga a licença-maternidade, marcada para o mês de maio, mães devem ganhar mais dois meses para amamentar seus filhos e ficar em casa com eles.

Para o mercado de seguros, a medida pode ser benéfica no médio e longo prazo, uma vez que pessoas saudáveis fisicamente dependerão menos dos serviços de saúde, devem consumir menos remédios e precisam de menos tratamentos.

Conforme divulgou o site da Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), pesquisas na área de saúde apontam que o período de amamentação é essencial para a saúde física e mental da criança, uma vez que o leite materno é o alimento mais completo que ela pode receber em seus primeiros meses de vida.

Longetividade de segurados

O assunto foi tema da palestra “Maior Longevidade da População e o Impacto na Indústria de Seguros”, realizada em São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com o palestrante e advogado Pedro Mello, um dos grandes problemas do setor de seguros está relacionado à demanda nos serviços de saúde, já que a tendência é que a população aumente e viva cada vez mais.

Colapso

O advogado aponta mudanças estruturais e operacionais nos seguros como solução para evitar que o mercado entre em colapso.

Continua depois da publicidade

Para Mello, o projeto de lei da senadora Patricia Saboya (PSB-CE) é uma oportunidade de mudar a visão do empresariado, e levá-lo apostar no futuro, em pequenas ações que farão a diferença adiante. Mas ele ressalta que haverá a contrapartida com o direito de dedução integral no Imposto de renda correspondente à remuneração da empregada nos 60 dias em que perdurar a prorrogação da licença.