Valor das compras com cartões ainda pode dobrar no Brasil, aponta Abecs

Na última década, o volume movimentado em compras feitas com os plásticos tem crescido a um ritmo médio de 14% ao ano

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SÃO PAULO – De acordo com um estudo feito pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o mercado brasileiro ainda tem espaço para dobrar o valor das compras com cartões.

Conforme divulgado na última quarta-feira (28), a constatação se baseia na comparação entre o atual estágio do segmento no País e nos Estados Unidos.

20% da movimentação financeira

Segundo a Abecs, o valor das compras feitas com os plásticos pelos norte-americanos já responde por 42% da soma da movimentação financeira de todos os meios de pagamento naquele país, contra apenas 20% aqui no Brasil.

Além disso, mesmo tendo o dobro da participação verificada no Brasil, o uso dos plásticos continua crescendo na preferência dos norte-americanos, o que indica que o mercado brasileiro tem espaço para dobrar o valor de compras com cartões e, ainda assim, continuar crescendo.

Crescimento acelerado

Ainda de acordo com o levantamento, existe uma clara tendência de que o mercado brasileiro se aproxime cada vez mais dos patamares registrados pelo norte-americano ao longo dos anos.

Para se ter uma idéia, na última década, o volume financeiro movimentado em compras feitas com cartões no Brasil cresceu a um ritmo médio de 14% ao ano, em termos reais, enquanto que, nos EUA, este crescimento foi de 10%.

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Em relação à quantidade de cartões, entre as várias modalidades, os EUA apresentam uma proporção estável de quase seis plásticos por habitante desde o ano 2000. No Brasil, houve um salto de 0,7 para 2 cartões por habitante no final de 2006.

Substituição dos outros meios

Segundo o diretor de marketing da Abecs, Antonio Rios, um fenômeno de substituição das formas de pagamento ocorre claramente e tem tudo para continuar acontecendo por muitos anos.

“A cada dia surgem novas tecnologias e funcionalidades que tornam os meios eletrônicos de pagamento cada vez mais seguros, cômodos e práticos de usar. E isto sempre será valorizado pelo consumidor”, conclui Rios.