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SÃO PAULO – Quem é contribuinte individual ou proprietário de empresa pode ter mais chances de conseguir crédito no ano que vem. A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Acrefi) anunciou, no início da semana, a previsão de que 2007 tenha uma expansão de 25% na concessão de empréstimos e financiamentos.
Segundo a entidade, as operações aumentam a uma taxa anual de 20% desde 2003. Para este ano, a previsão é de uma expansão de 30%, com estoque de R$ 148 bilhões.
Políticas
Contudo, de acordo com o presidente da Acrefi, Érico Sodré Ferreira, a consolidação desse cenário ainda depende da política econômica que o governo adotará em 2007.
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“Com a inflação sob controle, em no máximo 4% ao ano, e a manutenção da tendência de queda da taxa básica de juros, o crédito pode aumentar conforme estimamos”, afirmou ele ao Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo.
Juros
A expectativa é que, no ano que vem, o tomador de empréstimo pague menos juros à medida que for quitando sua dívida. O motivo? A criação do cadastro positivo, que assim como o negativo – de serviço de proteção ao crédito -, conterá o nome dos “bons pagadores”. Quem for bom pagador, terá uma concessão de empréstimo e financiamento menos onerosa.
Somado a esse sistema, existe a previsão de que a inadimplência, um dos principais responsáveis pela taxa, deve ficar estável em 14,5% das operações.
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Ferreira esclareceu que existe diferença entre inadimplência e insolvência, situação em que o devedor deixa de pagar mais de uma parcela por um período superior a 90 dias. “Essa diferença seria mais perceptível se já existisse o cadastro positivo”, afirmou.
“O projeto que fizemos em conjunto com a Associação Comercial de São Paulo contempla todas as demandas do mercado. Não entendo a demora do Congresso em regulamentar a matéria”, disse.
Compulsório
Outro fator que estimularia a obtenção de dinheiro com as financeiras é a redução dos depósitos compulsórios. O chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos de Freitas Gomes, espera que o Banco Central lance mão dessa possibilidade para reduzir o custo do crédito ao tomador final.