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Previdência privada: reservas técnicas chegarão a saldo de R$ 100 bi

Resultado representa marca histórica; há uma década, previdência privada tinha reservas de apenas R$ 3 bi

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SÃO PAULO – Segundo dados da Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), as reservas técnicas – subtração dos depósitos e saques no setor – chegarão a um saldo de R$ 100 bilhões. O montante corresponde a uma marca histórica, já que, há uma década, as reservas técnicas chegavam a apenas R$ 3 bilhões.

Para o professor de administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Flávio Rabelo, a previdência privada no Brasil tornou-se um produto acessível graças à situação econômica. “Antes, a escalada inflacionária não permitia o planejamento em longo prazo”.

Produtos variados

A diversidade de produtos oferecidos pelas empresas de previdência privada também consolida o mercado. Até 2001, somente o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) era oferecido, o qual permite abatimento de 12% da renda bruta anual na declaração do Imposto de Renda.

No entanto, em 2002 surgiu o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que atraia consumidores do mercado de trabalho informal, os quais declaravam isenção do Imposto de Renda ou de maneira simplificada.

Popularização

A maioria das contribuições é dada pelo VGBL (65%), enquanto que o PGBL fica com somente 21% do mercado. Segundo o presidente do Bradesco Vida e Previdência, isso mostra a popularização do setor.

“Se antes apenas os profissionais do topo da remuneração tinham plano de previdência privada, hoje se pode dizer que o sistema passa por um processo de popularização”, afirmou o especialista.

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Participantes

O número de pessoas que aderiram à previdência privada também aumentou. Enquanto no ano de 1994 eram 1,8 milhões de brasileiros segurados, este número já chega a 7,5 milhões, crescimento registrado somente neste setor.

De acordo com a Anapp, não é possível mais pensar em aposentadoria sem considerar a hipótese de reservar rendimentos para a previdência privada, já que há esgotamento do sistema previdenciário brasileiro.

Planos para jovens

Para aumentar o mercado, as seguradoras apostam no público jovem e nos idosos. Pessoas com idade até 18 anos representam apenas 5% do mercado. As contribuições para menores aumentaram 40% em setembro, com relação ao mesmo período de 2005.