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Golpe do seguro? Prática pode gerar ação judicial

Quando existe desconfiança de que o carro não foi realmente furtado ou a culpa pelo acidente foi forjada, ocorrência vai parar na polícia

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SÃO PAULO – O seu carro já não está lá “aquelas coisas”. Quebra sempre, consome muito combustível e dá mais dor de cabeça do que comodidade. Você até sente vontade de trocá-lo por um novo, mas dificilmente conseguirá vendê-lo e não tem dinheiro para pagar o preço total.

Muitas pessoas nessa situação – que não é muito incomum – acabam aproveitando para dar o conhecido popularmente como “fraude do seguro”. Abandonam o carro em algum lugar mais afastado, esperando que alguém o furte para, assim, conseguir receber o sinistro.

Fraude e penalidade

“Isso é fraude. Quem faz isso recebe uma denúncia na polícia e pode ser indiciado criminalmente”, afirmou o diretor de Automóvel da Federação Nacional das Empresas de Seguro Privado e de Capitalização (Fenaseg), Ricardo Teixeira.

Segundo ele, de todas as ocorrências feitas, entre batidas, roubo, furto, e outras, 13% são consideradas suspeitas. “Não quer dizer que todas sejam, mas apresentam possibilidade”, adicionou o diretor.

Avaliação

Teixeira explicou que a seguradora, em geral, tem uma série de avaliações e situações que caracterizam uma possibilidade de fraude. Quando há suspeita, a própria empresa tenta analisar as evidências.

Caso a veracidade dos fatos não seja comprovada e ainda haja dúvidas sobre o ocorrido, a empresa abre uma denúncia na polícia. “E a pessoa é acionada judicialmente. Mas apenas 1,3% é realmente deflagrada”, explicou.

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Culpa forjada

Na avaliação de Teixeira, não é somente o furto forjado do carro que caracteriza golpe do seguro. Um acidente, por exemplo, quando um dos envolvidos assume a culpa para que o responsável pague a franquia para ele e ambos os carros sejam consertados por um valor menor, também entra na lista de fraudes.

“Todas essas inverdades são golpes do seguro”, finalizou.