Divisão da PF poderá cuidar apenas de crimes cometidos pela internet

Apesar de o órgão já ter realizado 580 prisões nos últimos dois anos, não existem profissionais especializados nisso

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SÃO PAULO – O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), defendeu a criação de uma divisão específica na Polícia Federal para atuar nas investigações de crimes cometidos pela internet.

Conforme divulgou a Agência Câmara, a comissão vai se reunir com o ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, para defender a nova divisão.

Faltam profissionais especializados

De acordo com o delegado da Polícia Federal Adalton de Almeida Martins, o órgão já atua há dois anos na repressão de crimes na internet, em parceria com o Ministério Público. Entretanto, não há profissionais especializados para isso.

“Apesar de termos feito 580 prisões relacionadas a crimes como extorsões financeiras, pirataria e pedofilia na internet durante esse período, a pessoa soluciona um crime relacionado à internet e depois volta para o trabalho comum”, disse Martins.

Além disso, o delegado também lamentou a falta de legislação específica para o combate deste tipo de crime, o que, segundo ele, acaba limitando a atuação da Polícia Federal.

Integração entre os órgãos

Para o procurador federal Sérgio Suiama, o Ministério Público, a Polícia Federal, a Secretaria de Direitos Humanos e a Comissão de Direitos Humanos deveriam se integrar operacionalmente, a fim de unificar esforços e compartilhar rotinas, o que otimizaria o fluxo de informações e o processamento de denúncias.