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SÃO PAULO – Após atingir o maior patamar desde maio de 2006, o dólar comercial conserva o sinal do fechamento passado e dispara quase 6% frente ao real, em quarta-feira (8) marcada pela ação conjunta de diversos bancos centrais ao redor do globo, mas manutenção do nervosismo nos mercados.
Autoridades monetárias como o Federal Reserve surpreenderam boa parte dos investidores e realizaram cortes extraordinários nas taxas básicas de juro. O ajuste, de 50 pontos-base, também foi feito pelo BoE (Bank of England) e BCE (Banco Central Europeu). A flexibilização monetária foi vista ainda em países como Canadá, China, Suécia e Suíça.
Após as notícias, as praças financeiras reduziram o movimento de queda, inclusive com os índices futuros de Nasdaq e S&P 500 chegando a subir mais de 2%. Por aqui e na Europa, entretanto, a reação foi menos otimista, preservando o sinal negativo.
Ajuda a bancos
A cena européia também é bastante acompanhada pelos investidores, com o governo do Reino Unido tendo que intervir em grandes bancos da região, entre eles o Barclays e o RBS (Royal Bank of Scotland Group).
Conforme comunicado do Tesouro britânico, serão disponibilizados £ 50 bilhões para empréstimos de emergência e cerca de £ 250 bilhões em garantias de crédito para refinanciamento de dívidas.
Brasil
O Banco Central anunciou na noite de terça que fará nesta sessão mais dois leilões de swap cambial, com lotes que podem reduzir em mais US$ 2 bilhões a exposição do sistema financeiro a risco de perdas trazidas com a desvalorização do real.
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A agenda doméstica também vem bastante agitada com a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o balizador oficial da política monetária brasileira. Segundo o índice, a inflação em setembro ficou em 0,26%, percentual abaixo a registrada em agosto (0,28%).
Confira as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,4480 na compra e R$ 2,4500
na venda, forte alta de 6,01% em relação ao fechamento anterior.