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Tributação: maioria dos investidores em previdência escolhe regime regressivo

Levantamento realizado pela Brasilprev mostra que, em 2008, 50,5% decidiram pelo regime; em 2005, eram 44,9%

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SÃO PAULO – Mais da metade dos investidores que entram no mercado de previdência privada optam pela tributação regressiva, conforme revelou levantamento realizado pela Brasilprev e divulgado nesta quinta-feira (4).

No tipo de tributação, as alíquotas que incidem no patrimônio na hora do resgate diminuem de acordo com o tempo de contribuição. Quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor será a tributação. Um contraponto é que, neste regime, a tributação é definitiva e não existe dedução na hora do ajuste anual.

O dado da Brasilprev, que indica que 50,57% dos novos planos estão no regime regressivo, mostra uma intenção de manutenção do plano de previdência por um longo tempo, tendo em vista a vantagem tributária com o passar dos anos.

Evolução

A parcela dos novos entrantes que escolhem a tributação regressiva cresce há três anos, conforme mostra a tabela abaixo:

Ano Participação
Regime progressivo
2005 44,94%
2006 48,33%
2007 49,11%
2008 50,57%

Fonte: Brasilprev, com base de clientes

A pesquisa ainda constatou que, no caso dos produtos ciclo de vida, a proporção de pessoas que optam pelo regime regressivo aumenta para 68%. Neste tipo de plano, a alocação de recursos em renda variável é feita de maneira automática, diminuindo com o passar do tempo, para que o fundo se torne mais conservador próximo da data-alvo.

Previdência privada versus tributação

A outra forma de tributação, chamada de progressiva, funciona da seguinte maneira: no resgate, a tributação é de 15% na fonte, a título de antecipação do IR, podendo ser compensada na Declaração de Ajuste Anual, de acordo com a Tabela Progressiva Anual de Imposto de Renda, que varia ano a ano.

Diante das duas possibilidades, fica a dúvida de qual plano escolher para você. Para quem não tem a intenção de manter a aplicação no longo prazo ou por, ao menos, quatro anos, o regime progressivo pode ser a melhor opção. Esse é o caso, por exemplo, das pessoas que optam pela previdência para fazer a sua reserva de emergência e não com o intuito de garantir a aposentadoria. Para essas pessoas, será difícil evitar os saques.

Porém, quando efetivamente pensar em investir no longo prazo, é recomendável que você direcione esses recursos a um novo plano, e aí sim opte pelo regime regressivo.