Publicidade
SÃO PAULO – De acordo com avaliação feita pela Associação Brasileiro de Defesa do Consumidor – Pro Teste, as seguradoras têm coberturas residenciais boas, mas que excluem imóveis como casas de madeira e veraneio, e ainda oferecem venda casada, o que é proibido no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
A associação simulou cinco perfis de imóveis e analisou os mercados das cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Guarujá e São Paulo. As coberturas avaliadas continham proteção a incêndios, raio e explosão, roubo, furto, vendável e granizo, privação do uso da habitação, desmoronamento e responsabilidade civil.
Seguros
Como exigência para contratar o seguro, as empresas fazem venda casada, ou seja, o segurado só tem a cobertura da residência habitual caso faça uma cobertura para a casa de veraneio, por exemplo. A prática é considerada abusiva pelo CDC.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
O que é excluído dos pacotes de seguro são os defeitos da construção, projeto ou materiais utilizados no imóvel. Assim, se a habitação sofrer algum desabamento ou defeito, o morador não será indenizado.
Qual o melhor seguro?
Antes de adquirir um seguro, é bom observar as exclusões que constam nas apólices. Em primeiro lugar, deve-se definir se a contratação será para proteção da construção, do conteúdo ou ambos.
Por isso, caso você tenha algum imóvel que não utiliza, faça um seguro somente para a construção, que varia de R$ 77,79 a R$ 335 mensais nas cidades pesquisadas, dependendo da região. Já se você é inquilino, o mais adequado seria a contratação da cobertura somente para o conteúdo, que tem preços entre R$ 37,45 e R$ 70,05. Quando o interesse é na construção e no conteúdo, o segurado pagará entre R$ 151,57 e R$ 432,54 por mês.