Estados e municípios aumentam gastos com educação e saúde

Principais despesas dos governos estaduais foram com Serviços Público Gerais (34%), seguido por Proteção Social (20%)

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SÃO PAULO – Os estados e municípios brasileiros estão gastando mais com as despesas obrigatórias em saúde e educação.

A informação consta no estudo “Despesas Públicas por Funções”, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (17).

Governos estaduais

As principais despesas dos governos estaduais brasileiros foram com os Serviços Público Gerais, que representou 34% de todos os gastos, seguindo por Proteção Social, com 20%.

Educação aparece logo em seguida. De acordo com o levantamento, as despesas com educação passaram de 14% para 16% da despesa total dos governos estaduais entre os anos de 1992 e 2002. De todo o dinheiro reservado para o setor, o ensino fundamento ficou com 58%.

Em quarto e quinto lugares aparecem as despesas com Ordem e Segurança Pública, que viu suas despesas saltarem de 11%, em 1999, para 13%, três anos depois, e Saúde, que no mesmo período apresentou elevação de 6% para 9%.

Municípios

Entre os municípios, o investimento maior é reservado à saúde e educação. Entre 1999 e 2002, o nível de gastos saltou de 18% para 22% e 21%, respectivamente.

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Outro destaque é reservado ao setor Atividades Econômicas, que reúne as ações voltadas à agricultura, indústria, comércio e serviços e ampliação da infra estrutura econômica. Contrariando a tendência dos outros setores, as despesas retraíram de 9% para 4% no período analisado.

Esse resultado se deve, sobretudo, a Transportes, que integra o setor. Enquanto os municípios destinaram R$ 2,6 bilhões à área, em 1999, os gastos não passaram de R$ 1,2 bilhões em 2002.