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SÃO PAULO – De janeiro a agosto deste ano, a Delegacia de Investigações Gerais efetuou, em São Paulo, 1.348 prisões relacionadas à pirataria, além de abrir o mesmo número de inquéritos policiais e recolher mercadorias no valor de R$ 156 milhões. Em outra ação, a “Operação De Olho na Bomba”, em conjunto com a Secretaria da Fazenda, lacrou 176 potos que vendiam combustíveis adulterados.
Os números foram apresentados no início da semana, em reunião do Comitê Intersecretarial de Combate à Pirataria.
Brasil tem melhorado
De acordo com o delegado geral da polícia civil, Marco Antonio Desgualdo, o Brasil já apresenta avanços significativos no combate à pirataria e hoje já não faz mais parte do grupo dos cinco países mais afetados pelo problema.
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“Hoje não estamos mais entre os países que sofrem sanções por parte dos Estados Unidos”, afirma Desgualdo, remetendo essa melhora ao trabalho coordenado de inteligência policial e da Secretaria da Fazenda, em conjunto com a Receita Federal.
Ações
Durante o encontro, que reuniu representantes de várias secretarias, foi ressaltada a necessidade da realização de campanhas educativas para a conscientização da população.
Segundo o secretário-executivo do comitê paulista, Marcio Vaz Guimarães, “a maioria das pessoas que compra produtos falsificados não percebe que está financiando atividades do crime organizado, prejudicando a si próprio, às empresas e ao Estado”.
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Para Guimarães, a utilização de produtos piratas já afeta até a saúde pública, pois medicamentos, bisturis e preservativos estão entre os falsificados.