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SÃO PAULO – A redução do spread bancário (diferença entre juros cobrados nos empréstimos e aqueles pagos nas aplicações financeiras), que acaba por diminuir os juros praticados pelas instituições financeiras para investidores e consumidores, ainda é insuficiente para gerar impactos positivos na economia.
A afirmação foi divulgada, nesta terça-feira (05), pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). A entidade critica um conjunto de medidas que foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional e anunciadas nesta terça-feira (05), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Direcionamento
Segundo a Fecomercio, o montante de R$ 70 bilhões por ano, destinado pelas famílias brasileiras para pagamento de juros, poderia ser direcionado para o consumo de bens e serviços. Além disso, a queda dos juros incentivaria a concorrência entre os bancos, à diminuição dos custos de operações financeiras e mudanças pontuais nas metas da inflação.
Para o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, o Governo deve se preocupar com medidas adicionais. “Entre elas, uma ampla reforma na estrutura dos gastos públicos, de forma a reduzir e controlar o tamanho da dívida interna”, afirmou o presidente.
O crescimento do varejo não é visto de forma positiva pela entidade. Isso porque ele tem sido sustentado pela ampla oferta de crédito, o que pode causar, no longo prazo, um alto índice de inadimplência e inibição das vendas.
Cadastro positivo
Para identificar o comportamento do consumidor com relação ao pagamento de dívidas, a Fecomercio indica o cadastro positivo. Com ele, os comerciantes e prestadores de serviços terão os dados e histórico de consumo e dívidas das pessoas.
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A medida afrouxará as restrições impostas atualmente ao crédito e estimulará as vendas entre as microempresas e as pessoas com menos poder aquisitivo.
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