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SÃO PAULO – Aproximadamente 80% dos funcionários de bancos públicos e privados em todo o Brasil aderiram à greve dos bancários na última terça-feira (26), segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
Somente entre os trabalhadores filiados à instituição, 120 mil trabalhadores cumpriram a paralisação de 24 horas.
Em São Paulo, Osasco e região, 279 agências não funcionaram; no ABC paulista, 130; no Rio Grande do Sul, outras 236 agências não abriram; enquanto, no Rio de Janeiro, 80% do centro financeiro aderiu à greve.
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De acordo com o presidente da Contraf, Vagner Freitas, as reivindicações dos bancários – aumento salarial, reposição da inflação, participação nos lucros dos bancos e melhores condições de trabalho – foram levadas aos bancos no dia 10 de agosto e não houve contraproposta da Fenaban.
Tensão
“Apesar da repressão policial no início da manhã, os bancários aderiram ao movimento e protestaram contra o descaso dos banqueiros”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
De acordo com a Contraf-CUT, as manifestações provocaram tensão em vários pontos da capital paulista, especialmente no Centro, onde a Polícia Militar (PM) foi chamada para dissolver a paralisação em algumas agências. A PM agiu no Unibanco da Praça do Patriarca, na Nossa Caixa e Bradesco, da rua 15 de Novembro, Bradesco, da rua Boa Vista, e no Safra, da avenida Paulista.
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Ainda na avenida Paulista, policiais teriam intimidado os manifestantes do Banco do Brasil. “Os bancos obrigam a PM a cometer um desrespeito com a população, que espera que os policiais façam o trabalho de garantir a segurança dos cidadãos, não intimidar trabalhadores”, acusa a secretária-geral do sindicato, Juvandia Moreira.
PM detém presidente de sindicado carioca
No Rio de Janeiro, a Polícia Militar prendeu o presidente do Sindicato dos Bancários do estado, Vinícius de Assumpção, em frente à agência Primeiro de Março, do Bradesco.
O sindicato diz que houve um desrespeito à decisão do juiz André Gustavo de Bittencourt, da 46ª Vara do Trabalho, que no último dia 19, garantiu o direito de greve aos funcionários do banco.
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Eleições
Apesar de faltar menos de uma semana para as eleições, o sindicato em São Paulo garante que a greve está deslocada de qualquer viés político. “Nossa campanha salarial sempre cai neste mesmo período do ano, seja ano eleitoral ou não”, destacou Marcolino.
Do outro lado, a Federação dos Bancos afirmou que vai recorrer à Justiça para impedir que os clientes sejam impedidos de entrar nas agências. Se assim mesmo assim a paralisação persistir, os bancos aconselham os clientes a buscarem formas alternativas de atendimento, como internet, telefone e caixas eletrônicos.
A entidade contrariou os números dos sindicatos e garantiu que a adesão dos trabalhadores foi fraca, mas que mesmo assim está disposta a negociar com os trabalhadores.
Negociação
Na tarde desta quarta-feira (27), haverá tentativa de acordo com os representantes dos bancos em reunião dos sindicalistas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Se a rodada de negociação for mais uma enrolação, a categoria pode voltar à greve e, dessa vez, por tempo indeterminado”, advertiu Marcolino.
Com informações de agências.