Publicidade
SÃO PAULO – O valor médio da dívida na capital paulista aumentou 35,5%, conforme divulgou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em setembro, o montante foi de R$ 1.112, contra R$ 820 do mesmo período do ano passado.
“Os valores transacionados estão aumentando com a dilatação dos prazos de pagamento e aumento da renda do trabalhador”, comentou o diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, Marcelo Solimeo.
Quem deve mais
Com os dados foi possível perceber que Pinheiros é o bairro com maior divida per capita da cidade: R$ 2.476,96. Em seguida está Moema, com R$ 2.061, e Lapa, com R$ 2.042,17. Na contramão vem São Miguel Paulista, com R$ 795,12.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
“Isso não significa que há mais devedores em um ou em outro bairro. Simplesmente retrata o poder aquisitivo de cada região. Nos bairros com dívida maior, há também um gasto médio real muito maior”, garantiu Solimeo.
Queda da inadimplência
Ao mesmo passo – mas em ritmo um pouco menos acelerado – caiu a quantidade de inadimplentes. No geral a retração foi de 2,29%, no confronto de setembro com igual período do ano passado.
Analisando bairros isoladamente, em Pinheiros a queda foi de 4,15% na mesma base comparativa. Em São Miguel a diminuição ficou na casa dos 3,62%.
Continua depois da publicidade
Já o Centro, por sua vez, contrariou a média da região e registrou um aumento de 9,38% nos registros de inadimplência. “Novamente isso não significa algum problema no local. Isso varia mês a mÊs”, afirmou o diretor.
Dívida delas é maior
Pela primeira vez, o economista fez um retrato dos jovens devedores da cidade. Entre os que têm até 30 anos, 44,4% são mulheres. Se somadas todas as idades, a representatividade cai para 39%.
Em valores, as mulheres devem mais: com média de R$ 991 nos débitos, contra R$ 538 dos homens. Segundo Solimeo, as mulheres têm mais dívidas porque são responsáveis pela maior parte das compras da casa, como eletrodomésticos e roupas.
Continua depois da publicidade
No entanto, o nível de emprego para elas é maior. Dos 261 entrevistados, 66% das mulheres afirmaram que haviam conseguido trabalho, contra 61% dos homens.