Publicidade
SÃO PAULO – Quem nunca sucumbiu ao desejo de comprar uma roupa nova ou então curtir aquela balada com os amigos mesmo sem dinheiro para pagar? As contas? Foram deixadas no cartão de crédito ou pagas com o limite do banco. No entanto, os dias rolaram e, com eles, o prazo para a quitação do débito. O que fazer nesses casos? O economista e mestre da Faculdade Rio Branco Antônio Cândido Ambuja Neto dá a dica: opte pelo empréstimo pessoal.
“A pessoa deve sempre levar em conta o que é mais barato, contrapondo onde ganha mais, perde mais e qual ação demanda mais tempo – porque tempo é dinheiro”, explicou.
Menor taxação
O empréstimo pessoal possui a taxação menos onerosa. Conforme pesquisa do Procon-SP, a alíquota média estava em 5,29% ao mês em setembro. A opção, segundo o economista, é a melhor nos casos de dívidas.
Na tabela abaixo é possível conferir a taxa cobrada por diversas instituições em setembro.
| Banco | Taxa mensal (%) |
| Nossa Caixa | 4,25% |
| HSBC | 4,27% |
| Banco do Brasil | 4,72% |
| Caixa Econômica Federal | 4,76% |
| Bradesco | 5,59% |
| Banespa | 5,80% |
| Santander | 5,80% |
| Unibanco | 5,87% |
| Real | 5,90% |
| Itaú | 5,95% |
Fonte: Procon
Dinheiro na hora
“A pessoa chega para a instituição e fala de quanto precisa e como pode pagar. O banco dá o dinheiro na hora, sob a promessa de que o receberá novamente”, explica o economista.
Continua depois da publicidade
Nesses casos, Azambuja explicou que a cobrança é menor exatamente porque a instituição financeira sabe que precisa daquele dinheiro na hora. Já no caso do cheque especial, por exemplo, a pessoa utiliza o crédito pré-aprovado sem prévio aviso.
“É melhor o empréstimo pessoal porque é como se fosse com um primeiro encontro: se você usar sua roupa melhor, não terá o que usar no segundo. É muito melhor começar pagando menos.”
Cartão de crédito
O grande vilão dos juros é o cartão de crédito. A taxa está em torno de 10% ao mês para atraso e 9% para o pagamento do mínimo, conhecido como rotativo. “O problema do rotativo é a cobrança de juros sobre juros, esse é o caso mais extremo”, afirmou.
Continua depois da publicidade
“O cartão de crédito é uma boa opção quando quer se comprar algo, mas não se tem dinheiro na hora. Porque a pessoa terá um prazo que varia de aproximadamente um mês para conseguir esse dinheiro”, afirmou o economista.
Mas ficam as dicas: parcelamento, só se não houver cobrança de juros e a fatura deve sempre ser paga. “Em casos extremos, a pessoa deve pagar com o saldo do cheque especial, que tem uma taxa menor ou, se possível, optar pelo empréstimo pessoal. “É preciso avaliar a conveniência da oportunidade”, explicou.
Cheque especial
A taxação é menor sobre o saldo negativo do cheque especial do que a empregada pelo atraso do cartão de crédito. Segundo pesquisa da Fundação Procon de São Paulo, em setembro a cobrança média estava em 8,16% ao mês.
Continua depois da publicidade
| Banco | Taxa mensal |
| Caixa Econômica Federal | 7,20% |
| Banco do Brasil | 7,77% |
| Bradesco | 8,05% |
| Nossa Caixa | 8,10% |
| Banespa | 8,38% |
| Santander | 8,38% |
| Unibanco | 8,39% |
| Real | 8,40% |
| HSBC | 8,47% |
| Itaú | 8,50% |
Fonte: Procon
“Algumas instituições ainda dão prazo de até dez dias para que a pessoa consiga pagar o débito sem cobranças adicionais”, explicou Azambuja.
No caso de acabar o mês, mas não o rombo na conta bancária, o economista dá a sugestão: empréstimo pessoal. “Isso é muito comum acontecer por conta de problemas na autogestão financeira, comum no capitalismo”, adicionou.