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SÃO PAULO – Todos nós sabemos que o consumidor pode – e deve – exigir qualidade de alimentos no momento da compra. No entanto, existem também as obrigações da pessoa. Em alguns casos, se não houver orientação e cuidado adequados, a culpa – e o prejuízo – vão ficar mesmo com aquele que foi lesado.
“Não adianta nada brigar pelos direitos a informação se a pessoa não o utiliza”, explicou a técnica de defesa do consumidor da Fundação Procon de São Paulo, Renata Molina.
Embalagem
Na hora da compra é necessário verificar as informações sobre o produto contidas em sua embalagem. Nela, poderão ser verificadas as contra-indicações de consumo.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
“Pessoas com diabetes, por exemplo, precisam verificar se o produto é diet antes de comprá-lo. Caso contrário, de nada adianta reclamar depois”. O mesmo vale para alimentos que contém glúten ou outras restrições.
No caso do alimento possuir algum problema, a pessoa deve mantê-lo na embalagem para não descaracterizá-lo. “O consumidor não pode reclamar de uma ervilha que esteja em sua panela. Ela precisa da proteção, que mostre a origem do produto”, explicou.
Higiene
Se o ambiente é sujo e o manipulador do alimento não seguir as regras básicas de higiene, mas ainda assim o consumidor insistir em comprar o alimento no local, a responsabilidade não é do comerciante.
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“Só pode haver reclamações se o produto tiver algum problema”, adicionou Renata. Nesses casos, a técnica orienta o consumidor a tomar uma atitude pró-ativa. “A pessoa deve entrar em contato com a vigilância sanitária do município para denunciar o local”.
Promoções
Segundo a técnica, a atenção para promoções deve ser redobrada. Em alguns casos, supermercados dão grandes descontos quando o lote está se aproximando de sua data de validade.
“Não há nada que impeça a venda de alimentos que estejam com data de validade próxima do fim, no entanto, o consumidor precisa levar em conta seu hábito. Não adianta comprar um monte de coisa se não for consumir, porque o produto vai estragar”.