Volume de cheques devolvidos cai 2,6% em setembro, aponta Serasa

Entretanto, na comparação com o mês de agosto deste ano, a queda na inadimplência é ainda mais acentuada, de 7,4%

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SÃO PAULO – De acordo com um levantamento da Serasa, divulgado nesta quarta-feira (18), o volume de cheques devolvidos caiu 2,6% em setembro, frente ao mesmo mês do ano passado. Já na comparação com agosto deste ano, houve queda de 7,4%.

2,5 milhões de cheques sem fundos

Ainda segundo o estudo, no nono mês do ano foram compensados 132,5 milhões de cheques em todo o País, dos quais 2,5 milhões foram devolvidos duas vezes por falta de fundos. Com isto, o índice de inadimplência ficou em 18,9 cheques devolvidos a cada mil compensados.

Um mês antes, a taxa foi de 20,4 devoluções por mil compensações, uma vez que houve 2,9 milhões de cheques sem fundos, num universo de 142,9 milhões de folhas compensadas. Em setembro de 2005, o índice atingiu 19,4, pois 3,1 milhões de cheques foram devolvidos, dos 157,7 milhões compensados.

Análise regional

Considerando o índice de cheques devolvidos em cada região do País, nota-se que o Norte e o Nordeste são os recordistas, com 38,2 e 26 cheques sem fundos a cada mil compensados, respectivamente. Na seqüência vem o Centro-Oeste (23,2), o Sul (17,9) e o Sudeste (17).

Entre os estados, Roraima, com 89,4 cheques devolvidos a cada mil compensados, e o Amapá, com 69,4, aparecem nas primeiras posições do ranking. Por outro lado, Pernambuco (15,7) e São Paulo (16) ocupam as últimas colocações.

Acumulado do ano

Levando-se em consideração o acumulado dos nove primeiros meses de 2006, a Serasa aponta que já foram compensados 1,3 bilhão de cheques, dos quais 27,5 milhões acabaram voltando por insuficiência de fundos. No total, foram 21,3 devoluções a cada mil compensações.

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No mesmo período do ano passado, 1,5 bilhão de cheques haviam sido compensados e 27,1 milhões deles foram devolvidos (18,5 devoluções por mil compensações), o que representa uma alta de 15,1% no volume de cheques sem fundos.

Crescimento da renda

De acordo com os técnicos da Serasa, a queda no volume de cheques devolvidos retrata o crescimento da renda disponível do consumidor, sustentado pelo aumento do salário mínimo, inflação em queda, expansão do emprego e reajustes salariais com ganho real para diversas categorias.

Por outro lado, a maior oferta de crédito e o alongamento nos prazos de pagamento elevaram o nível de endividamento da população, mantendo o volume de cheques devolvidos superior ao registrado entre janeiro e setembro de 2005.