Emissão de cartões pode não depender de agências

Proposta do Banco Central é levar certos serviços a regiões que não possuam instituições financeiras por meio de correspondentes

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SÃO PAULO – Moradores de regiões onde não existam agências bancárias podem ter acesso a diferentes tipos de serviços prestados pelas instituições financeiras. Como? O Banco Central estuda reforma nas regras que permitem a implantação dos correspondentes bancários espalhados pelo Brasil.

Segundo o chefe de Organização do Sistema Financeiro do BC, Luiz Edson Feltrim, o foco é aprimorar os serviços. Entre as possíveis facilidades estão a emissão de cartões e até mesmo a intermediação de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Intenção

A intenção do BC é permitir um melhor entendimento das funções de cobrança, recebimento de títulos municipais e estaduais e de abertura de contas correntes pelos agentes autorizados.

Conforme o Diário do Comércio, com as alterações é esperado que os credenciados possam realizar um leque maior de ações. “Tudo apenas como intermediário, já que a responsabilidade de análise do correntista e de seus pedidos é do banco ou, como queremos para o futuro, dos demais agentes financeiros”, afirmou Feltrim.

Situação atual

Feltrim apresentou, durante um seminário sobre a relação Bancos e Varejo, realizado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o último balanço do BC sobre o cenário dos correspondentes bancários no Brasil.
Hoje, são 90 mil estabelecimentos credenciados. O número corresponde a um crescimento de 26 mil unidades em um período de seis anos.