Previdência aposta em ações e títulos de longo prazo para ter rentabilidade

Para superintendente da Brasilprev, com queda da Selic, mercado tem de buscar alternativa para garantir retorno

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SÃO PAULO – A queda da taxa Selic mexeu com todo o mercado financeiro, e com a previdência privada não poderia ser diferente. Neste caso, gestores de planos com perfil de renda fixa estão em busca de alternativas para garantir uma rentabilidade atraente aos investidores.

“Se, no passado, a previdência conseguia rentabilidade com título público na renda fixa, agora, você tem de buscar alternativas, mesmo nos títulos públicos, como os indexados à inflação, pré-fixados e de prazos mais longos”, afirmou o superintendente de Investimentos da Brasilprev, Márcio Matos.

Rumo à renda variável

Com a expectativa de retorno menor na renda fixa, ele explicou que o participante que vislumbra o longo prazo parte para a renda variável. O movimento está sendo verificado, embora o mercado de previdência privada ainda esteja com a maior parte dos recursos (90%) alocados em renda fixa.

De olho neste cenário, diversos bancos investiram, há alguns anos, nos fundos ciclo de vida, que alocam menos recursos em ações com o passar do tempo. A Brasilprev e o Itaú são exemplos disso.

“Já havíamos identificado sólidos fundamentos da economia que culminariam na redução da taxa de juros e a gente passou a lançar o produto ciclo de vida. O ciclo de vida tem estrutura que diminui exposição ao risco (renda variável) com o passar do tempo. Isso dá conforto para quem não acompanha o mercado no dia-a-dia. O participante pode investir com R$ 25 por mês”, explicou Matos.