Publicidade
SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos consumidores subiu expressivos 35,1% no último mês de março, na comparação com fevereiro, e 22,7% em relação ao mesmo período de 2005, de acordo com o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física”, divulgado nesta quarta-feira (19).
Em relação aos dados do primeiro trimestre de 2006, a alta na inadimplência da pessoa física foi de 16,6% na comparação com os três primeiros meses do ano passado.
De acordo com os técnicos da Serasa, a elevação da inadimplência, apontada pelo índice, é conseqüência da expressiva evolução do crédito, do maior comprometimento da renda dos consumidores por causa dos parcelamentos assumidos no Natal, da concentração de impostos e despesas características do início de ano e dos gastos das férias e do Carnaval.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Cheques sem fundos lideram o ranking
Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no indicador de inadimplência nacional. Em março, a participação desta categoria foi de 33,2% do total de vencimentos não pagos, percentual ligeiramente superior ao verificado no mesmo mês de 2005 (32,9%).
Já as dívidas com bancos ficaram com o segundo lugar no ranking, respondendo por 32,1% do indicador, o que representa uma alta frente a março do ano passado, quando respondiam por 29,4%.
A terceira maior representatividade na inadimplência no terceiro mês do ano coube às dívidas com cartões de crédito e financeiras, que ficaram com 31,8% do total. Um ano antes, esta parcela era de 35,1%.
Continua depois da publicidade
Com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em março de 2006 foi de 3,0%. No mesmo mês de 2005, os protestos tiveram um peso de 2,6%.
Valor das dívidas
As dívidas com o sistema financeiro apresentaram os maiores valores médios entre as diversas modalidades: R$ 1.102,93. Na seqüência, aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 763,26.
Finalmente, o valor médio dos cheques sem fundos em março foi de R$ 550,61, enquanto o registro médio nos outros segmentos, o que inclui o cartão de crédito e as financeiras, foi de R$ 313,44.