Segurança na Copa: ingressos têm chip com dados pessoais do torcedor

Preocupada, Alemanha terá regras rígidas para quem assiste os jogos, boicotando cambistas, hooligans e neonazistas

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SÃO PAULO – O mundo todo está contando os dias para o início da Copa do Mundo Fifa (Fédération Internationale de Football Association), maior campeonato internacional de futebol, que começa no próximo dia 9.

Na Alemanha, tanto os estrangeiros que estão chegando quanto os da casa já entraram no clima. Mas não são somente os torcedores que se preparam para o grande evento: as autoridades também se aprontam para garantir a segurança nos jogos.

Segurança e tecnologia

A preocupação com segurança começa na compra do ingresso: é necessário fornecer dados pessoais como nome, endereço, data de nascimento, nacionalidade e número do passaporte ou documento de identificação.

Essa é a primeira vez que um evento da FIFA exige informações dos torcedores. Uma característica marcante dos organizadores deste ano será o uso de muita tecnologia: todos os dados fornecidos pelo torcedor ficarão armazenados em chips inseridos nos ingressos.

Também serão usados sistemas de segurança biométrica, como reconhecimento facial de torcedores suspeitos e até um robô, que identifica movimentos suspeitos ou substâncias químicas ou tóxicas a distância, participará do patrulhamento do estádio no jogo final.

Combate aos cambistas

Diante dos atentados e atos de violência ocorridos em países como Inglaterra, Espanha e França, a responsabilidade da Alemanha de garantir a segurança do evento é grande. Por isso mesmo, serão adotadas regras mais rígidas para os torcedores.

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Se você está pensando em comprar ingresso de cambistas, vale a pena pensar duas vezes. Por motivo de segurança, os dados do ingresso serão cruzados com bancos de informação de serviços de inteligência como a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) e, se não baterem com o do portador do ingresso, este será barrado e impedido de assistir à partida.

Além de boicotar a ação dos revendedores ilegais, a medida tem também a intenção de evitar a entrada de grupos como neonazistas e hooligans, torcedores conhecidos pela sua selvageria, já que a base conta com dados de milhares de envolvidos em atos de violência e vandalismo.

Informe-se

Para o torcedor brasileiro que for conferir o campeonato de perto, vale a pena dar uma olhada no Guia Copa do Mundo 2006 elaborado pela Fundação Procon-SP e a Pro Teste.

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Algumas dicas simples sobre o país e as regras nos jogos ajudam a evitar, além dos problemas de choque cultural, o risco de arrumar confusão com a polícia e estragar o que, do contrário, seria uma viagem inesquecível no melhor sentido possível.