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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados caiu no mês de junho. Enquanto em maio 60% das pessoas possuíam algum tipo de dívida (em atraso ou não), neste mês o percentual passou para 57%.
Mas, quando comparada a junho de 2005, a parcela de endividados é 1 ponto percentual superior. No sexto mês do ano passado, 51% dos paulistas declararam possuir algum tipo de débito em aberto.
Com relação aos consumidores endividados com contas em atraso, o índice passou de 38% em maio para 39% em junho, praticamente estável. No ano passado, a percentual de inadimplentes era de 50%.
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Os números, divulgados nesta quarta-feira (14) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.
Comprometimento da renda
A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas também caiu. Dos consultados, 23% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em junho, contra 24% dos entrevistados em maio.
Já o comprometimento da renda dos consumidores endividados registrou recuo de três pontos percentuais, passando de 37% em maio para 34% neste mês. Em relação ao prazo médio de endividamento, para 24% dos consumidores ele é inferior ou igual a três meses. Para cerca de 48%, de três meses a um ano e, para outros 28%, suas dívidas têm vencimento superior a um ano.
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Perspectiva
Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas não pagas em seu vencimento, 75% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante. Um mês antes, este percentual era de 73%.
“O nível de endividamento ainda é bastante elevado”, observou o presidente da Fecomercio, Abram Szajman. Ele diz que a renda se manteve estável em relação a maio, o que pode significar um elevado risco futuro de inadimplência.