Saiba como identificar pragas virtuais e se proteger em caso de ataque

Criminosos virtuais se aproveitam de internautas ingênuos para agir. Saiba como evitá-los e combatê-los, se for o caso

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SÃO PAULO – A internet trouxe consigo incontáveis benefícios: rapidez na comunicação, praticidade na busca de informações, possibilidade de interação com pessoas do mundo inteiro, mobilidade para as compras etc.

No entanto, trouxe também alguns problemas. Além das falhas e perdas de informações, as pragas virtuais também são fonte de muitas dores de cabeça.

Criminosos especialistas da web invadem páginas pessoais e corporativas, instalam vírus destrutivos no PCs dos outro, roubam senhas bancárias e outras informações confidenciais, enfim, causam um enorme transtorno para as vítimas.

Para evitar ataques e se proteger dos mal-intencionados, a maior arma é a informação. Quanto mais o internauta souber a respeito das estratégias maliciosas, mais fácil será se proteger enquanto navega.

Históricos das pragas

Nos primeiros anos da internet, a maior parte das fraudes envolvida emails fraudulentos, também conhecidos como scams. Com pedidos de ajuda e histórias engenhosas incluindo doenças ou negócios mirabolantes, os emails procuravam convencer o usuário a doar quantias de dinheiro ao remetente, que sumia pouco depois.

O cavalo de tróia é outro dos vírus antigos. Como sugere o nome, o vírus se instala no micro (cavalo de tróia) e formata o disco rígido, prejudicando a “saúde” do PC. É comum se auto-enviarem para toda a lista de contatos do dono do computador infectado, se espalhando e causando mais danos ainda.

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Mais discretas, porém não menos destrutivas

Atualmente, as pragas virtuais são mais sutis: em vez de fazerem alarde quando o ataque é bem sucedido, as pragas se instalam discretamente, sem que o usuário perceba, e parasitam a máquina.

Os spams são bons exemplos da nova geração de vírus. Trata-se de e-mails não solicitados, que na maioria das vezes inclui conteúdo publicitário. Quando fraudulentos, eles dão abertura para o phishing, uma das mais temidas e freqüentes pragas.

Trata-se de um procedimento em que os hackeres e crackeres atraem as vítimas para elaboradas páginas falsas de bancos, por exemplo, e as convencem a fornecer informações pessoais que são recebidas por eles que, por sua vez, os repassam a outros criminosos, expondo-as a todo tipo de fraude.

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Esses emails às vezes contém links que iniciam o download de vírus e afins, como keyloggers, programas capazes de captar tudo o que é digitado, como senhas de banco e que, em geral, vêem associados a outros vírus, como o cavalo de tróia.

Cuidado especial com links

É preciso, aliás, ter muito cuidado com links, sejam os recebidos por email, por recados em sites de relacionamentos ou encontrados em buscas na web.

Um estudo do SiteAdvisor, que testa links e sites para verificar sua seguridade, detectou que parte das páginas apontadas nos mais diversos programas de pesquisa são códigos maliciosos, que transmitem vírus, softwares espiões (que roubam informações confidenciais do seu computador) ou adwares, programas que liberam publicidade aos montes no PCs.

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Foi verificado que a ordem em que aparecem os resultados não tem ligação com a periculosidade deles e que os sites mais arriscados são aqueles que envolvem compartilhamento de arquivos e download, que são os mais procurados por jovens e crianças.

Uma dica é passar o mouse sobre o link, sem clicar. Se o destino indicado na barra inferior do Internet Explorer (que fica logo abaixo da página) tiver terminação “.exe” (arquivo executável) ou “.scr” (screensaver) é alta a probabilidade de se tratarem de códigos maliciosos.

Fui atacado! E agora?

Se, apesar dos esforços, você foi atacado, aqui vão algumas dicas sobre o assunto, dadas pelo especialista em Direito da Tecnologia da Informação, Márcio Cots.

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Como se trata de um crime, sua primeira providência deve ser registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na delegacia mais próxima. Feito isso, avise imediatamente a instituição responsável (banco ou administradora de cartão) para que ela tome as providências necessárias (mudanças de senhas, cancelamento de cartões, bloqueios de contas etc).

Em seguida, notifique seu provedor, que é seu intermediário e fornecedor de acesso à internet. Por fim, acompanhe sempre o inquérito e a apuração do caso e, se preciso junte provas.