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SÃO PAULO – Os roubos às agências bancárias representam somente 10% do total de fraudes praticadas contra as instituições. Outros 10% são clonagem de cartões e o restante (80%), são fraudes executadas via internet.
Os dados fazem parte do estudo do IPDI (Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações), divulgado na última quinta-feira. A análise confirma que, se as instituições financeiras não investissem em tecnologia, os prejuízos com fraudes, que hoje contabilizam R$ 300 milhões, chegariam a R$ 1 bilhão ao ano.
Roubo de dados
Uma pesquisa feita pela Unisys, em oito países, constatou que o Brasil ocupa a terceira posição em roubo de dados pessoais, como senhas, para fraudar sistemas de internet banking.
Por isso, algumas tecnologias são desenvolvidas para barrar a ação de hackers. Uma delas é a tecnologia de redes neurais, que desenha um perfil de uso dos serviços bancários para cada usuário. Quando é executada uma ação fora do padrão, o sistema emite um alerta.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) confirma que os investimentos em segurança dos sistemas bancários para barrar roubos de dados e outras fraudes consomem 10% do orçamento destinado à tecnologia.