Combustíveis: taxa de não-conformidade cai e se aproxima das internacionais

O índice da gasolina foi de 3,9% em maio para 3,7% em junho; a do diesel, de 3% para 2%; e a do álcool, de 3,3% para 2,9%

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SÃO PAULO – A não-conformidade dos combustíveis diminuiu em junho, na comparação com maio deste ano, e já está próxima dos índices internacionais, que se situam entre 3% e 3,5%.

O índice de não-conformidade da gasolina baixou de 3,9% em maio para 3,7% em junho, a do diesel passou de 3% para 2% e a do álcool, de 3,3% para 2,9%, no mesmo período.

Os dados, do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram divulgados na última quarta-feira (19).

Amostras

Durante o mês de junho 6.496 amostras de gasolina foram analisadas no Brasil, sendo que 240 foram consideradas fora do padrão. A proporção para o álcool foi de 5.835 analisadas e 168 fora do padrão e a do diesel, 67 irregulares para 3.426 verificadas.

Vale ressaltar que o combustível é considerado não-conforme quando há um desvio em relação a qualquer uma das especificações definidas pela ANP para o produto.

Entretanto, o combustível fora de especificação não está necessariamente adulterado, o que ocorre quando qualquer substância é adicionada ilegalmente ao produto.

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Programa de monitoramento

O Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da ANP foi estendido recentemente para todo o país, passando a englobar as regiões Norte e Nordeste.

Atualmente, 23 instituições fazem análises diárias de amostras de combustíveis para auxiliar a ANP a traçar um mapa da qualidade e apontar áreas sensíveis para orientar as ações de fiscalização da Agência.

No estado de São Paulo, por exemplo, a implantação do Programa de Marcação de Solventes reduziu o nível de adulteração de combustíveis a 11%. De acordo com a ANP, em 2002, quando o programa teve início, o índice era de 85%.