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SÃO PAULO – Há algum tempo, a televisão era conhecida como a “babá eletrônica” da garotada. Os desenhos garantiam o entretenimento, e os pais, enquanto isso, curtiam momentos de calmaria em casa.
Hoje este papel foi transferido para o computador: navegando pela internet, a criança tem acesso à informação e se diverte. Porém, diante da interatividade proporcionada pela tecnologia, vale o alerta: fique sempre atento aos passos do seu filho na rede.
Informações de todos os tipos
É bastante comum os pais comemorarem a habilidade que seus filhos, mesmo com pouca idade, possuem com o computador. Precocemente alfabetizados, conectam-se à internet, enviam e recebem e-mails, participam de bate-papo e das mensagens instantâneas; fazem pesquisas para os primeiros trabalhos escolares, jogam e se divertem.
Quanto aos alertas em relação aos perigos da internet, estes pais podem até afirmar que, por se tratarem de crianças, a utilização desta tecnologia por enquanto é inofensiva. Mas as coisas não são bem assim!
Pesquisa inocente
Imagine a cena: sua filha de sete anos acaba de ganhar um gatinho de aniversário. Para encontrar instruções sobre a melhor maneira de cuidar do animal e descobrir curiosidades sobre ele, nada mais natural, para quem já faz da “geração tecnologia”, do que recorrer a um site de busca.
Pois bem, digitando a palavra “gatos”, muita coisa além dos bichinhos de estimação pode aparecer!
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Os pais mais experientes sabem o quanto isto é verdade e como, com o passar do tempo, os problemas se agravam, com o aumento natural da curiosidade por temas “proibidos”.
Adote suas medidas o quanto antes
Por estas e outras, é importante que você estabeleça regras, em sua casa, para o uso do computador. Além das informações nada produtivas que poderá encontrar pelo caminho, seu filho poderá ainda contaminar sua máquina, abrindo mensagens inadequadas portadoras de vírus ou sites nada confiáveis.
Procure treinar suas crianças quanto ao uso do equipamento: determine horários para acesso à rede, que de preferência coincidam com o período em que você está em casa, para que possa acompanhar tudo de perto.
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Observe que tipo de sites seu filho costuma acessar e como chegou até eles. Converse sobre o assunto, procure amistosamente descobrir que tipo de informação ele busca na rede e, dependendo da idade, quais grupos de bate-papo procura freqüentar.
Liberdade vigiada
A idéia não é proibir tudo, pelo contrário: esclareça seu filho quanto aos riscos aos quais está sujeito.
E em relação aos trabalhos escolares, o cuidado deve ainda ser maior: a internet deve ser usada para consulta e pesquisa, e não para serem “coladas” obras inteiras!
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Olhar este hábito com despreocupação e praticidade pode induzir seu filho ao péssimo hábito de se apropriar do que não é dele: afinal, alguém pensou muito para chegar até a conclusão daquela matéria que ele, em três minutos, conseguiu recortar, copiar, mudar o layout e imprimir para levar à escola. Pense nisso!
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