Consumidor: veja o que muda com as regras em discussão da telefonia móvel

Muitas regras poderão ser modificadas; uma delas permite reabilitar créditos já expirados ao fazer uma nova recarga

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SÃO PAULO – Os usuários de telefone móvel precisam se acostumar a algumas alterações nas regras de uso. É que a regulamentação do setor, que acaba de passar por uma Consulta Pública, deve sofrer mudanças muito em breve.

Essas alterações obrigam o consumidor a conhecer quais são seus novos direitos, já que o Serviço Móvel Pessoal (SMP) especifica tanto os direitos quanto os deveres dos usuários e das prestadoras.

Da carência à cobrança indevida

Com as alterações que estão por vir, as prestadoras serão obrigadas a eliminar os prazos de carências nos Planos de Serviço oferecido por elas, o que ampliará as possibilidades de escolha do consumidor.

Depois de escolhida, se essa prestadora decidir cobrar do cliente qualquer valor indevido, mas pago, ela será obrigada a devolver em dobro o dinheiro desembolsado pelo usuário. Na prática, vale dizer, esta “mudança” já está prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Acesso a novos serviços

Depois que o sistema estiver em vigência, o cliente terá garantida a manutenção do número telefônico, tanto quando houver mudança de tecnologia como quando ocorrer alteração no plano de serviços (de pós-pago para pré-pago e vice-versa).

Mas uma das novidades que devem animar os consumidores é o direito que ele passará a ter de revalidar os créditos que expiraram quando ele inseriu novos créditos.

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Deveres da prestadora

E as obrigações para as empresas de telefonia não param por aí.

O cliente também poderá exigir o reembolso dos créditos que ele não gastou, mas que sobraram depois da rescisão do contrato com o serviço pré-pago.

Quando o usuário decidir rescindi-lo, a empresa será obrigada a emitir, em 24 horas, um comprovante que ateste essa solicitação.

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Elas também serão obrigadas a indicar em seus postos de atendimento todos os direitos dos usuários.

Mas talvez um dos principais benefícios dessa nova regulamentação diz respeito ao atendimento do usuário com deficiência auditiva. É que a norma que poderá entrar em vigor irá criar um centro de intermediação para essas pessoas.