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SÃO PAULO – Em 2005, os sete maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e Nossa Caixa) arrecadaram com a cobrança de tarifas de clientes o equivalente a R$ 31 bilhões. A constatação faz parte de estudo divulgado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
O valor é maior que o orçamento de todos os estados brasileiros, perdendo apenas para São Paulo e representa o que 12 estados (Amapá, Acre, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraíba, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins) gastam para manter seus serviços de administração pública.
O Itaú, novamente campeão da cobrança de tarifas, recebeu R$ 7,7 bilhões de seus clientes, o que seria suficiente para os gastos de quase uma década de Roraima. A segunda colocação ficou com o Bradesco, que arrecadou R$ 7,348 bilhões em tarifas, 26% a mais que em 2004.
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Em uma década, receita cresceu sete vezes
Desde 1994, quando a cobrança de tarifas foi liberada, os bancos têm procurado compensar a queda da margem financeira – afinal, por mais que estejam altos os juros estão mais baixos do que foram historicamente, com o aumento das receitas com tarifas.
Se considerarmos que, entre 1994 e 2004, a renda com arrecadação de tarifas dos maiores bancos nacionais cresceu sete vezes, ao subir de R$ 4,063 bilhões em 1994 para R$ 28 bilhões em 2004, os bancos parecem estar sendo bem sucedidos em sua estratégia.
Existem mais de 70 itens regulamentados pelo Banco Central pelos quais as instituições financeiras podem cobrar tarifas, entre eles os talões de cheques, as transferências, os extratos, etc. Atualmente, 40% da arrecadação geral dos bancos vem da receita de prestação de serviços.
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Na visão do presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, o consumidor além de sentir no bolso o peso das tarifas não recebe um serviço adequado já que, cada vez mais, as instituições procuram oferecer soluções de auto-atendimento ao correntista.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) classificou a comparação feita pelo sindicato como sem sentido, já que parte da arrecadação das instituições com as tarifas é utilizada para o pagamento do salário dos funcionários.