Anefac: para consumidor, impacto da queda da Selic será pequeno

Corte de meio ponto na taxa básica deve reduzir taxa média das operações ao consumo de 7,58% para 7,54% ao mês

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SÃO PAULO – Confirmando a expectativa do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) voltou a reduzir a taxa básica da economia, a Selic, em sua reunião desta quarta-feira (23). Após o corte de meio ponto percentual, a taxa, que estava em 19% ao ano, caiu para 18,5% ao ano.

Mas o impacto no bolso do consumidor ainda deve ser pequeno, como sugerem os dados de estudo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). A razão para isso é simples: as taxas cobradas ao consumidor estão em patamares excessivamente elevados.

Impacto imediato é pequeno

Caso a redução de meio ponto seja integralmente repassada ao consumidor, a redução da taxa média mensal nas operações de crédito ao consumidor deve ser de apenas 4 pontos base. Assim, a taxa, que se encontra em 7,58% ao mês, baixaria para 7,54% ao mês. Redução semelhante é esperada na taxa média cobrada nas operações de empréstimo para empresas, que cairiam dos atuais 4,40% ao mês para 4,36% ao mês.

As tabelas abaixo ilustram o impacto do corte anunciado nas várias modalidades de crédito ao consumo, assim como nas linhas de crédito para empresas.
















































Operação Taxa Atual
(% am)
Novas taxas
(% am)
Pessoa Física
Comércio 6,10% 6,06%
Cartão 10,30% 10,26%
Cheque Especial 8,23% 8,19%
CDC Bancos 3,48% 3,44%
Bancos
Empréstimo Pessoal
5,67% 5,63%
Financeiras
Empréstimo Pessoal
11,68% 11,64%
Empresas
Capital de Giro 4,20% 4,16%
Desconto de Duplicata 3,77% 3,73%
Desconto de Cheque 4,00% 3,96%
Conta Garantida 5,61% 5,57%

Na tentativa de ilustrar melhor o impacto efetivo do corte no valor das prestações, a Anefac simulou o valor das prestações de vários tipos de financiamentos por prazos distintos. No caso de um financiamento de 30 dias no cartão de crédito, o corte deve permitir uma redução de R$ 0,40 para o consumidor.

Comprar financiado ainda é caro!

Apesar de afirmar que o impacto no bolso do consumidor é pequeno, a Anefac defende a decisão, visto que o corte deve diminuir a remuneração dos títulos públicos, incentivando os bancos a direcionarem mais recursos ao crédito. Por outro lado, a decisão tem um fator psicológico, à medida que trás maior otimismo ao consumidor, o que contribui para o aumento do consumo e, conseqüentemente, maior atividade da economia.

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Contudo, dado o pequeno impacto do corte nos custos dos financiamentos, a Anefac conclui sua nota lembrando que, para quem quer comprar, o momento ainda é de dar preferência às compras a vista, evitando, portanto, os financiamentos.