Serra veta atendimento máximo em até 20 minutos nos supermercados

Apesar de haver legislação semelhante para os bancos, prefeito paulista não sancionou a proposta aprovada na Câmara

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SÃO PAULO – Aprovado pela Câmara Municipal em 26 de outubro, o Projeto de Lei, de autoria do vereador Átila Russomano, que obrigava os supermercados a atender seus clientes em, no máximo, 20 minutos, foi barrado pelo prefeito de São Paulo, José Serra.

O texto estabelecia multa que variava entre R$ 300 a R$ 1.200 para os estabelecimentos que deixassem o cliente esperando por mais tempo que o determinado, inclusive nos caixas rápidos, que atendem até 15 itens.

Aprovação geraria novos empregos

Além de evitar os transtornos que as filas causam aos clientes, a medida poderia gerar aproximadamente 5 mil empregos no setor. “Isso representa 5% dos trabalhadores que atuam nessa área”, informou Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Apesar de muitas caixas registradoras permanecerem disponíveis nos supermercados, diversos equipamentos ficam ociosos, enquanto as filas aumentam. Com a nova determinação, o tempo de espera diminuiria exatamente porque novos funcionários seriam contratados.

Lei semelhante é aplicada aos bancos

A expectativa da aprovação da proposta se devia a um projeto semelhante aplicado aos bancos que não respeitarem o tempo de espera máximo de 15 minutos nas filas. Mas o prefeito paulistano informou que a Lei para os estabelecimentos comerciais carecia de “parâmetros técnicos adequados”, e que, por isso, a fiscalização seria dificultada.

A prefeitura informou que o veto deverá ser publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (02) ou no sábado (03).