Publicidade
SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores voltou a subir no País em novembro. O indicador avançou 6,0% em relação a outubro, que já havia registrado aumento de 12,4% frente a setembro.
O Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa Física, divulgado nesta segunda-feira (19) apontou também alta de 13,7% na comparação a novembro do ano passado, e de 13,4% no acumulado dos onze primeiros meses do ano, frente a igual período de 2004.
Cheques sem fundos se destacam novamente
Os cheques sem fundos continuaram com a maior representatividade no indicador de inadimplência nacional. Em novembro, a participação desta categoria foi de 38% do total de vencimentos não pagos, contra os 33,2% registrados no mesmo mês do ano passado.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Já as dívidas não quitadas com cartões de crédito e financeiras respondem por 31,4% do indicador, contra 35,6% em 2004.
A terceira maior representatividade na inadimplência no décimo primeiro mês do ano coube às dívidas com bancos, que ficaram com 27,5% do total. Um ano antes, esta parcela era de 28,5%. Com menor impacto no indicador aparecem os títulos protestados, cuja participação na inadimplência em novembro de 2005 foi de 3,1%. No mesmo mês de 2004, os protestos tiveram um peso de 2,8%.
Maioria das dívidas é de valor mais reduzido
As dívidas com o sistema financeiro apresentam os maiores valores médios entre as diversas modalidades: R$ 1.036,18. Na seqüência aparecem os títulos protestados, com quantia média de R$ 753,20.
Continua depois da publicidade
Já as formas mais freqüentes de inadimplência registram montantes menores de dívidas, com R$ 533,35 para os cheques sem fundos e R$ 264,87 para as dívidas com financeiras e administradoras de cartões de crédito.
Crédito maior que a inadimplência
De acordo com os técnicos da Serasa, a inadimplência está crescendo em ritmo menor que a evolução do crédito.
O crescimento do volume de crédito concedido, sobretudo o consignado, aumenta a necessidade do consumidor de tomar decisões mais conscientes, para não acumular dívidas e comprometer sua capacidade de honrar os compromissos.